ISAELE MACHADO - JCN
Aproximadamente às 18h40 de quarta-feira (13) a Polícia Militar de Wenceslau Braz se deslocou até a Rua Coimbra na Vila Formosa, onde de acordo com a solicitante seu ex-genro chegou embriagado em sua casa perguntando pela filha dela que é ex-mulher dele.
O indivíduo ameaçou a ex-sogra dizendo que enquanto não visse a ex-mulher não ficaria sossegado, na sequência subiu em cima de um veículo e começou “sapatear” causando danos e proferiu palavras de baixo calão ofendendo as partes.
De acordo com a solicitante o indivíduo sempre ameaça de morte a ex-esposa, que inclusive foi agredida em outras ocasiões chegando a necessitar de internação hospitalar, devido a tanta agressão a mulher tem muito medo do cidadão.
Os policiais foram em busca do agressor e o encontraram a algumas quadras do local, onde ele foi orientado a acompanhar a equipe, mas não acatou a ordem e tentou resistir. Desta forma a equipe teve que fazer uso das algemas para conte-lo e colocar na viatura.
As partes envolvidas foram encaminhadas para Delegacia de Polícia Civil, sendo que no trajeto o agressor tentou quebrar o camburão da viatura com chutes e socos, quando chegou na delegacia desacatou a equipe policial com xingamentos e continuou ameaçando a ex-esposa e ex-sogra dizendo que “elas iriam ver quando ele saísse da delegacia” pois ele iria pega-las. O indivíduo também ficou chutando e tentando quebrar a porta da cela onde estava devido estar agressivo.
Na cidade de Siqueira Campos no último domingo (10) a Polícia Militar de Siqueira Campos foi até a Rua do Barrocão no Jardim Planalto, onde de acordo com informações um cidadão estaria agredindo a esposa.
Ao chegarem ao local vizinhos abordaram os policiais informando que o suspeito, um rapaz alto, de camisa branca, calça preta e tênis vermelho havia acabado de fugir, porque havia agredido a mulher.
Os policiais foram até a casa da vítima, onde ela relatou que o agressor lhe deu um soco, depois puxou ela pelo braço (causando lesões), de um chute em sua perna, e no momento que os vizinhos chegaram para defende-la o meliante fugiu.
Na cidade de Siqueira Campos somente neste ano foram registradas mais de 20 ocorrências de violência contra mulher na Delegacia de Polícia Civil, 4 agressores foram presos, sendo que mediante fiança 2 foram liberados.
Se contabilizadas as ocorrências deste tipo em todo Norte Pioneiro o número é extravagante. De acordo com os registros a maioria das agressões tanto psicológica quanto física partem de namorados, ex-maridos e maridos que geralmente estão embriagados ou que não aceitam o fim do relacionamento e por ciúme excessivo.
Feminicídio
No dia 26 de fevereiro deste ano ocorreu um caso de feminicídio na cidade de Quatiguá, na região do Norte Pioneiro do Paraná, onde vitimou uma jovem de 29 anos. Segundo informações a mulher começou a sofrer agressões por parte do companheiro no ano de 2011, e então buscou ajuda e denunciou o cidadão. Segundo a polícia haviam diversas denúncias contra ele.
O indivíduo chegou a ser preso, mas foi liberado no dia 18 de janeiro de 2019, e no dia 26 de fevereiro ele foi até a casa da vítima onde a agrediu e a assassinou após arremessar um botijão de gás em cima dela. Em menos de 24 horas ele foi capturado e preso pela Polícia Militar.
A cada 6 horas uma mulher é vítima de feminicídio no mundo, segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas).
A pesquisa aponta que, em 2017, 87 mil mulheres foram vítimas de feminicídio e mais da metade delas (58%), cerca de 50 mil, foram mortas por conhecidos, companheiros, ex-maridos ou familiares. A conclusão é de que o lar é o ambiente mais violento para as mulheres.
O relatório “Assassinato de gênero de mulheres e meninas” destaca que os assassinatos de mulheres por parte dos seus companheiros faz com que o lar seja o “lugar mais perigoso” e que, sendo assim, ”é frequentemente a culminação de uma violência de longa duração que precisa ser combatida”.
Como identificar situações de violência contra a mulher?
Nem sempre a violência deixa marcas visíveis. Há muitas formas de agredir uma mulher, seja com atitudes, palavras ou comportamentos abusivos. E a maioria das mulheres vítimas de violência sofre calada. Pode ser por vergonha, medo ou por não saber a quem pedir socorro. Mas como identificar situações de violência contra a mulher? Fique atento para os sinais de agressão não declarada que também podem ser um pedido silencioso de ajuda:
Relatar acidentes com frequência;
Apresentar lesões incompatíveis com os relatos de acidentes;
Ter hematomas, queimaduras, contusões e fraturas;
Sofrer humilhações diante de familiares e amigos;
Ter a liberdade restrita, ser proibida de trabalhar, estudar e sair de casa;
Relatar dores de diversas naturezas;
Preocupação excessiva com o próprio estado de saúde por conta de doenças imaginárias (hipocondria);
Isolamento, mudanças frequentes de emprego ou de endereço;
Baixa autoestima, comportamento autodestrutivo, medo e sentimento de culpa;
Depressão, transtornos alimentares, uso de álcool e drogas.
Ao identificar algumas destas situações, ajude a vítima a procurar apoio.
Tipos de violência contra a mulher:
Violência Física
Agressão física que pode ou não deixar marcas no corpo. Alguns exemplos são: empurrões, chutes, tapas, socos, puxão de cabelos, arremesso de objetos com a intenção de machucar, sacudir ou segurar com força.
Violência Psicológica
Ação que causa dano emocional, diminuição da autoestima ou que impeça o direito de fazer as próprias escolhas. São atitudes como ameaçar, humilhar, perseguir, chantagear, constranger, controlar o que a mulher faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos, procurar mensagens no celular ou e-mail.
Violência Sexual
Quando a vítima é obrigada a presenciar, manter ou participar de relação sexual ou contato físico não desejado, por meio de intimidação, ameaça ou uso da força. Também acontece quando ela é forçada ao matrimônio, à gravidez, ao aborto, à prostituição, a participar de pornografia ou é impedida de usar qualquer método para evitar a gravidez.
Violência Patrimonial
Quando há retenção, furto, destruição de bens materiais ou objetos pessoais da vítima, como instrumentos de trabalho, documentos e roupas; controlar ou tirar dinheiro contra a sua vontade.
Violência Moral
Depreciar a imagem e a honra da vítima por meio de calúnia, difamação e injúria, como espalhar boatos e falsas acusações. Essa violência também pode ocorrer pela internet. Um exemplo é vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.
>> Link Original