PEDRO RIBEIRO
Uma briga de facções criminosas envolvendo o crime organizado que comanda ações de violência de dentro dos presídios, na Penitenciária Estadual de Piraquara, por pouco não se transforma em tragédia com ameaças de tiros na casa da ex-governadora do Estado de Roraima, Suely Campos. A ordem do atentado partiu de Curitiba. Em agosto do ano passado, lideranças das facções tentaram negociar a transferência de presos porque poderia haver um confronto sangrento entre membros do CV – Comando Vermelho e do PCC – Primeiro Comando da Capital. Como não foram ouvidos, houve uma fuga com queima de cinco ônibus.
Esse confronto, seus desfechos e as estratégias usadas pelos comandos estão sendo contados com detalhes em reportagem do Paraná Portal nesta edição.
Os áudios (conversas) captados dentro da Penitenciária Estadual de Piraquara, região metropolitana de Curitiba, são chocantes, ameaçadores e preocupantes. Os chefões do crime organizado barbarizam. Mandam, através de códigos, recados para comparsas que estão fora da prisão, matar agentes públicos. Determinam também, internamente, para passarem corretivos (surras, com socos e pontapés) em presos que não rezam a cartilha do crime. Tudo através de conversas por celulares.
O Paraná Portal edita em sua edição desta terça-feira, as principais conversas dos áudios apreendidos pela Polícia Federal, através de garimpagem de mais de 70 áudios que estão em poder da Polícia Federal que vem investigando essas ameças. Em algumas das conversas, um dos chefões do crime organizado diz claramente para matar agente público e em outras falam sobre ferramentas, que significam armas, como revólver, fuzis e metralhadoras e onde consegui-las para repassar aos contatos que estão fora dos presídios.
Essas ameaças, as quais ainda não sabemos se foram consolidadas, vem de dentro da Penitenciária Estadual de Piraquara, praticamente no quintal da Operação Lava Jato e no QG do ex-juiz federal e hoje Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Segundo ele, para combater o crime organizado dentro do sistema prisional, é preciso interação com a área de inteligência do Departamento Penitenciário Federal (Depen) com a Polícia Federal. Mais que isso, é preciso monitorar os presos envolvidos em organizações criminosas, como o que foi feito agora.
Acompanhe as principais conversas dos chefões do crime organizado.
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