O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nessa quinta-feira (14), no Palácio Iguaçu, embaixadores e cônsules da Rússia, da China, da Índia e da África do Sul e reafirmou o interesse do Paraná em ampliar os negócios com esses países que, com o Brasil, formam o Brics. “Temos a possibilidade de aumentar a relação econômica, já que somos o maior produtor de grãos, frango e proteína animal do Brasil, temos o segundo maior abate de suínos e a segunda bacia leiteira do País”, disse o governador. Os diplomatas estão em Curitiba para a primeira reunião do grupo em 2019, encontro preparatório para a 11ª Cúpula do Brics, que acontece em Brasília em novembro. O grupo é um dos principais parceiros comerciais do Estado e responde por 34,5% das exportações paranaenses. As vendas externas de produtos paranaenses para os quatro países chegam a US$ 20,040 bilhões, com negócios que somam US$ 6,918 bilhões. Ratinho Junior destacou que 80% da exportação do Estado é do agronegócio: “Nossa vocação é produzir alimentos. O Paraná é o maior produtor de alimentos por metro quadrado do mundo, em variedade e quantidade, e mantém um relacionamento comercial muitopróximo com esses países”, disse. “Temos a possibilidade de ampliar essa relação, já que somos o maior produtor de grãos, frango e proteína animal do Brasil, temos o segundo maior abate de suínos e a segunda bacia leiteira do País”. INOVAÇÃO É justamente a área da inovação a grande prioridade da gestão brasileira frente ao Brics - o País assumiu em janeiro a presidência do grupo, que é rotativa e tem duração de um ano. “Há 13 grupos dentro do Brics dedicados à cooperação na área de ciência, tecnologia e inovação. Nosso objetivo é melhorar sua governança para que eles produzam, de forma integrada, resultados úteis para as sociedades desses países”, explicou Norberto Moretti, secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty e sherpa (encarregado de alto nível) do Brasil no Brics. O Paraná, que já se destaca mundialmente na área da inovação, pode se beneficiar dos acordos entre os governos. “O Paraná tem uma tradição de inovação que é contínua. Trazer essa mensagem de inovação ajudará as instituições científicas do Estado a receberem uma atenção internacional, abrindo a possibilidade de integração”, afirmou Moretti.