Fábio Campana

INDÚSTRIA E COMÉRCIO (PR) | COLUNAS | 15/03/2019
FRASE
Estou esperando Brasília começar a funcionar.” - Estou esperando Brasília começar a funcionar.”


Mocidade Independente
Há, na Assembleia Legislativa, um grupo de deputados que não se submeteu às rédeas do governo. Os mais aguerridos são os novatos, mas os do MDB e PT não ficam atrás. E há alguns mais antigos, experimentados, que não estão para achegos com o Palácio Iguaçu. Essa rapaziada já é chamada de Bateria da Mocidade Independente, porque vem disposta a fazer um barulho suficiente para ser ouvida muito além do Centro Cívico. E não é só no discurso. Vão fundo em análises de temas espinhosos, como as falácias da reforma administrativa, os salários de marajás nas estatais, a aposentadoria de ex-governadores, os privilégios de certas corporações. Entre os independentes figuram o Soldado Fruet, do PROS, Homero Marchese, do PROS; Requião Filho, do MDB; Anibelli Filho, MDB; Tadeu Veneri, do PT; Arilson Chiorato, do PT; Professor Lemos, do PT; Luiz Carlos Martins, do PP; Plauto Miró Guimarães, do DEM. Todos já se pronunciaram, cada qual a sua maneira, sobre assuntos que a articulação politica palaciana prefere deixar quietos. Essa gente pode crescer ou diminuir segundo as circunstâncias. Por exemplo: velhas raposas de antigos carnavais não vão aceitar imposições sem antes passar por diálogos, digamos, sem nota fiscal. Mas este é um trabalho para o andar superior, diretamente com Guto Silva, o poderosos chefe da Casa Civil. Os novatos e o baixo clero são toureados no dia a dia pelo incansável Hussein Bakri.

Ora, pois, quem diria
Nada escapa ao olhar atento dos deputados de oposição. Examinam com lupa todos os documentos oficiais do governo. E encontram coisas inacreditáveis porque contraditórias com o discurso palaciano. É claro que Ratinho Jr não deve saber, pois não cometeria deslizes de tal alcance.

Vejam só.
A Cohapar, criada para construir casas populares, acaba de nomear a direção de sua Superintendência de Regularização Fundiária. Pois contrariando discurso de que o governo só vai nomear técnicos de experiência comprovada, nada de acertos políticos, nomeou como Superintende Elizabeth Nishimori, a mulher do popular deputado Luiz Nishimori. Também nomeou Fábio Ortigara, filho de Norberto Ortigara, secretário de Agricultura, para cuidar das obras. E pasmem, paranaenses. Para cuidar da regularização fundiária, entronizou Anselmo Meyer, que é jornalista e era porta-voz do exgovernador Beto Richa, lotado no gabinete de Deonilson Roldo.

Experiência
Sabe-se da experiência sobre questões fundiárias que Anselmo Meyer cuidava dos 300 metro quadrados do gabinete do governador e arredores para evitar a presença de chatos, estranhos e tipos do baixo clero.

Esperando, esperando
Ao fazer a entrega de seis novos biarticulados para o sistema de transporte coletivo de Curitiba, o prefeito Rafael Greca criticou o Governo Federal por conta da demora na liberação da verba para a conclusão das obras de desalinhamento na Avenida República Argentina. Prevista para março deste ano, a obra é importante para a extensão do ligeirão, que passaria a fazer o trajeto entre os terminais Santa Cândida e Capão Raso, como previsto originalmente. Em entrevista coletiva, Greca afirmou que está esperando Brasília “começar a funcionar” para poder fazer a conclusão.

Trocam insultos
Quem foi alvo de críticas do ex-ministro da Fazenda foi Gleisi Hoffmann, a “presidenta do PT”. “Ela é a chefe da quadrilha. Gleisi e o marido estão enrolados em tudo. Se quiserem me processar, já estou acostumado”, disse Ciro Gomes ao Valor Econômico e completou: “Me processe por calúnia que tenho direito a demonstrar. É só tirar certidões das acusações do Ministério Público”.

Gleisi revida
Em seu perfil do Twitter, a ex-senadora rebateu as críticas do pedetista: “Ciro Gomes é um coronel oportunista, ressentido e covarde. Quando a conjuntura exigia sua presença, fugiu para Paris”. Além disso, ela acrescentou que o político “está à espreita de crises para se apresentar como salvador da burguesia e sistema financeiro”.

Não evitaram
A notícia sobre a violência em uma escola de Suzano, interior de São Paulo, repercutiu esta semana também entre os deputados paranaenses. Requião Filho (MDB/PR) lembrou tragédia parecida ocorrida no interior do Paraná no ano passado, que também poderia ter sido evitada e as causas apontam para o mesmo motivo; as consequências do bullying.

Agenda pesada
Os últimos dias têm sido de agenda intensa para o deputado federal Paulo Eduardo Martins, (PSC-PR). Além de ser relator da MP 871, que trabalha contra fraudes no INSS, ele assumiu ainda um cargo titular na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Congresso e as suplências nas Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e também Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Fora a pauta de sessões ordinárias e extraordinárias, Paulo Eduardo tem participado de uma série de reuniões e eventos-chave para a construção das mudanças necessárias para reconstruir o Brasil.


Bakri apresenta
Cerca de 30 parlamentares participaram de uma reunião no Palácio Iguaçu, organizada pelo líder do Governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD), para conhecer o planejamento e as estratégias da Segurança Pública estadual para os próximos quatro anos. A explanação foi feita pelo Secretário da pasta, general Luiz Felipe Carbonell, que expôs todo o plano de trabalho da área.

A estrela sobe
Os novatos do Paraná brilham na Câmara. Sobem mais rápido que velhas raposas que ali permaneceram por décadas. Depois de Felipe Francischini assumir a presidência da CCJ, a deputada federal Luísa Canziani (PTB-PR) presidirá a Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados. Luísa é a mais jovem parlamentar desta legislatura e a mulher mais jovem a presidir uma comissão na Casa. A Comissão é formada por 22 membros e foi instalada hoje pela manhã (dia 14/3). O deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB/MT) foi eleito vice-presidente; a primeira vice-presidente é a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA).

Romanelli pede urgência
O deputado Romanelli (PSB) apresentou nesta quarta-feira, 13, requerimento com pedido de regime de urgência na tramitação da PEC que trata do fim das aposentadorias dos ex-governadores do Estado. O requerimento aprovado pelos deputados foi assinado ainda pelos deputados Hussein Bakri (PSD), líder do Governo no legislativo, e Tadeu Veneri (PT). A PEC já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Troca de embaixadores
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 13, que pretende trocar cerca de 15 representações diplomáticas do Brasil pelo mundo. Segundo ele, as trocas serão feitas em postos-chave, incluindo as embaixadas nos Estados Unidos e na França, e têm como objetivo “melhorar sua imagem no exterior”.

Francischini abre diálogo
Subiu rápido, o menino. Eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a mais importante da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR) pretende conversar individualmente com os integrantes do colegiado até a próxima quarta-feira, 20, sobre o cronograma de tramitação da reforma da Previdência. Ele avisou que buscará consenso com as lideranças.

A partir de quinta
O prazo de cinco sessões para a votação da admissibilidade da reforma na CCJ começa a contar a partir desta quinta-feira, 14. Os deputados, porém, defendem que qualquer cronograma de tramitação só seja definido após a chegada da proposta que vai alterar regras dos militares. A preocupação dos parlamentares é garantir que todos darão sua contribuição para a reforma da Previdência e evitar que alguma categoria fique de fora.

Dom Cabral emplaca
O novo diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar)é Fabio Cammarota, homem da Fundação Dom Cabral, que elaborou projeto de reforma administrativa do Estado. Ele formulou o plano que previa a redução de secretarias e de cargos na estrutura governamental e que agora sofre críticas pesadas de planejadores nativos ou como as do deputado Soldado Fruet, que demonstram que a reforma não traz economia para os cofres públicos. Ao contrário.

Vale do Silício
Sempre entusiasmado com a experiência do Vale do Silício, na Califórnia, o governador Ratinho Jr afirmou que Cammarota vai estimular a participação de institutos de pesquisa como o Tecpar e as universidades estaduais na atividade econômica do Estado.

Ricardo Barros coordena
O deputado Ricardo Barros (PP) será o coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios Brasileiros no Paraná. A Frente, uma das mais importantes do Congresso Nacional, foi lançada ontem em Brasília na sede da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). “Fui convidado a coordenar a Frente no Paraná. Vamos trabalhar em conjunto com a Confederação Nacional dos Municípios para discutir vários temas que são de interesse dos prefeitos e estão tramitando aqui na Câmara e no Senado”, disse Ricardo Barros. Entre os assuntos prioritários Barros destacou a reforma da Previdência, o aumento do índice do Fundo de Participação dos Municípios, a lei Kandir, reforma tributária, legislação de saneamento e a modernização da lei de licitações.

Bolsonaristas no Whatzapp
Liderados por bolsonaristas, grupos de WhatsApp que tinham sido desativados após a campanha voltaram a operar. A retomada coincidiu com o apelo da cúpula do Congresso para que o presidente religasse, em nome da reforma da Previdência, a rede de contatos que o ajudou a chegar no Planalto. Além de textos de defesa da medida, as comunidades elegeram um alvo comum: o Supremo. Montagens pedem o “fim do STF”, apontam “a toga contra o povo” e chamam os ministros de criminosos.

Piana no BRICS 2019
O vice-governador Darci Piana participou ontem à noite, ao lado do prefeito de Curitiba e das autoridades diplomáticas reunidas, da 1ª Reunião do BRICS 2019. O assunto em destaque foi a importância estratégica para as relações internacionais e para a economia global do grupo formado por Brasil, Rússia, China e África do Sul.

“Terrorismo doméstico’
Ministério Público de São Paulo informou, na noite desta quarta-feira (13), que vai investigar em que circunstâncias ocorreram as dez mortes do massacre em Suzano. O trabalho será realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O objetivo é apurar a possível existência de organização criminosa que tenha colaborado para “eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios”, diz o órgão. O termo terrorismo doméstico é usado para definir atentados terroristas cometidos por cidadãos contra o seu próprio povo ou governo.

Fé distribuída
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que agora se considera integrante do baixo clero, foi visitar Lula na prisão da PF em Curitiba e saiu de lá muito preocupado com a depressão demonstrada pelo ex-presidente que acha que não sairá de lá tão cedo. Lula é católico, mas montou um altar com imagens de diversos santos e ainda colocou, lado a lado, um Buda, um orixá e um crucifixo. Os agentes da PF já viram o ex-chefe do governo rezando diante de todas imagens ao mesmo tempo. Na prisão, Lula fala pouco, não conta mais piadas, espia a TV e fica muito tempo deitado. Há quem tema que esse estado do ex-presidente possa virar algo mais grave e crônico.

Mais um
No Planalto, cresce o entendimento de que o pré-sal é tão estratégico que a estatal PPSA ficará melhor sob o comando de um general. Bolsonaro já está escolhendo quem será.

Quase combinado
Na avaliação da tragédia da escola de Suzano, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi direto: “Só falta falar que os professores deveriam estar armados”. Quase ao mesmo tempo, no Senado, o Major Olímpio (PSL-SP) dizia exatamente isso: bradava que, se professores estivessem armados, teriam impedido a morte de estudantes e funcionários da escola.

Outra
O comércio de luxo naufraga no Rio: agora, a loja Dior também está sendo fechada. Não vende a domicílio e coleciona dias em que não abre seu caixa.

Esperando o filme
Helô Pinheiro, 73 anos, a eterna garota de Ipanema, aparece nas páginas de Marie Claire e conta que, aos 15 anos, foi pedida em casamento por Tom Jobim que, ao lado de Vínicius de Moraes, eternizaram sua figura. “Ele disse que estava separado e eu disse que era virgem”. Helô já andava encantada com Fernando, seu marido e pai de seus filhos há 53 anos. Ela acha que já deveriam ter feito um filme sobre a garota de Ipanema – e está esperando. Hoje,é embaixadora da Home Angels, entidade de cuidadores de idosos.

Vaiado
governador de São Paulo, João Doria, foi vaiado na saída da escola de Suzano, depois de acompanhar a tragédia lá dentro. Agora, quer reforçar segurança em 500 escolas de São Paulo. Entre essas, 141 apresentam situação de vulnerabilidade.

Outro recorde
A Caoa-Chery, que cuida da montagem e venda dos primeiros carros chineses que chegam ao Brasil, especialmente os diversos modelos de Tiggo, acaba de bater novo recorde de propaganda, esta semana, nos principais jornais do país: estampou nada menos do que sete páginas seguidas de publicidade. De quebra, uma reprodução da capa de revista de negócios, com o CEO Mauro Correia e a chamada de que pode comprar a fábrica da Ford no ABC. E continua com vendas minguadas.

Guerra de twitters
José de Abreu, autoproclamado presidente do país e Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso, andaram se digladiando via Twitter por conta da tragédia de Suzano. Abreu, nessa postura ridícula, diz que “é tudo responsabilidade de seu capitão fascista” e Joice responde, lembrando Chico Buarque: “Vai trabalhar, vagabundo”.

Outra tentativa
Procuradores ficaram irritados com postura de Raquel Dodge, procuradora-geral da República, contra a ideia do pessoal da Lava Jato criar fundação independente com dinheiro reconquistado da Petrobras (Deltan Dallagnol já havia até acertado com a Caixa remuneração do principal a 100% da Selic, descontada taxa de administração). Alguns inconformados já trabalham numa outra alternativa para obter esses recursos.

Mudou de lado
O governador Wilson Witzel, sempre em busca de holofotes, teve a seu lado, na campanha Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República e senador eleito pelo PSL. Agora, contudo, Witzel está se distanciando da legenda – e do governo. Não se manifestou oficialmente, mas gostou da eleição do petista André Ceciliano para presidência da Assembleia Legislativa de lá.

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