Brexit A incerteza em relação à saída do Reino Unido da União Europeia pressionou as cotações do cacau ontem na bolsa de Nova York. Os contratos futuros da amêndoa com vencimento em maio recuaram US$ 2, encerrando o pregão a US$ 2.214 por tonelada. Na quarta-feira, os parlamentares britânicos aprovaram uma emenda que rejeita a possibilidade de um Brexit sem um acordo com a UE, mas cabe aos países-membros do bloco europeu aceitar o adiamento do prazo para a saída do Reino Unido. A intenção do parlamento britânico é adiar o prazo de 29 de março para 30 de junho. De acordo com a consultoria Zaner, um acordo seria altista para as cotações do cacau. No mercado brasileiro, o preço da arroba de cacau em Ilhéus (BA) ficou ontem em R$ 146,00, de acordo com a Secretaria da Agricultura do Estado.
Efeito dólar Os contratos futuros de café arábica para maio recuaram 50 pontos na bolsa de Nova York ontem, fechando a 97,15 centavos de dólar a libra-peso. A alta do dólar ante o real pressionou os preços do grão, dado que estimula as vendas do Brasil, maior produtor mundial. De acordo com Gil Barabach, analista da consultoria Safras & Mercado, as vendas externas do Brasil apresentam bom ritmo, assim como a comercialização de café da safra 2018/19, apesar de esta estar "atrasada" ante o ciclo anterior. Segundo ele, já foi comercializada 80% da safra (estimada em 63,7 milhões de sacas) ante 85% em 2017/18. Na atual safra, as exportações brasileiras devem bater recorde, de 40 milhões de sacas. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o café em São Paulo ficou ontem em R$ 399,14 por saca, uma alta de 0,23%.
Compras tímidas Em meio à indefinição do acordo entre Estados Unidos e China, os preços da soja caíram ontem na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com vencimento em maio recuaram 2,5 centavos de dólar, fechando a US$ 8,985 por bushel. O mercado aguardava novidades sobre compras da oleaginosa pelos chineses, que não apareceram no relatório de exportações divulgado quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). De acordo com o órgão, 1,7 milhão de toneladas de soja foram negociadas com a China entre 1º e 7 de março. Esse volume, porém, está muito longe das cerca de 10 milhões de toneladas que o país asiático se propôs a adquirir num "curto prazo". No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/ BM&FBovespa para a soja ficou ontem em R$ 78,13 a saca, valorização de 0,4%.
De olho no clima Os preços do trigo subiram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os lotes para maio registraram valorização de 5,50 centavos de dólar, negociados a US$ 4,5275 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os lotes de mesmo vencimento subiram 0,25 centavo de dólar, a US$ 4,365 por bushel. Para o analista Roberto Sandoli, da consultoria FCStone, ainda é cedo para dizer se os fundos estão mais atentos ao clima da próxima safra. "Mas o fato é que tempestades e muita neve atingiram o norte dos Estados Unidos onde se planta o trigo de primavera. E por lá houve, inclusive, alguns alertas de alagamentos", disse ele. A preocupação com o clima pode gerar um movimento de cobertura de posições vendidas. No Paraná, o preço caiu ontem 0,34%, para R$ 903,33 a tonelada, segundo o Cepea.
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