Fraport e Vinci favoritos na briga por aeroportos do NE
Operadoras de aeroportos esperam por uma briga acirrada no leilão de concessão de 12 terminais marcado para esta manhã. Há expectativa especialmente de disputa entre a alemã Fraport e a francesa Vinci pelo bloco do Nordeste – pacote que tem Recife, Maceió e João Pessoa, entre outros, e representa metade dos oferecidos na concorrência. Ambos os grupos podem ter ganhos com a ampliação da presença na região, já que os alemães administram o aeroporto de Fortaleza e os franceses, o de Salvador. Também joga a favor desses grupos o fato de a distância entre as capitais da região e a Europa permitir o uso de aeronaves menores e que conseguem ir e voltar com folga dentro das 24 horas de um dia. Isso tudo significa um ganho de eficiência para as companhias aéreas.
» Teto alto.
Os comentários no setor são de que os dois grupos terão um teto mais alto para a oferta que outros que participarão da disputa, como a operadora a suíça Zurich, que desde o ano passado administra o aeroporto de Florianópolis. A disputa pelo bloco do Nordeste não diminui o apelo dos outros dois blocos do leilão. O Centro-Oeste, no qual estão os terminais de Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso e Alta Floresta, todos em Mato Grosso, tem a proximidade do agronegócio como atrativo. Já o pacote do Sudeste oferece oportunidades para a atividade de carga no terminal de Vitória(ES) e relacionada à indústria de petróleo e gás em Macaé(RJ).
» Sem comentários.
Procuradas, as empresas Fraport, Vinci e Zurich não comentaram o tema até o fechamento desta Coluna.
» Olho vivo.
A Operação Lava Jato deixou uma lição para a Petrobras. A petroleira está precavida na relação com parceiras e fornecedores. No ano passado, 4,8 mil empresas com as quais mantêm negócios passaram pelo processo de due diligence de integridade, que mapeia possíveis riscos de “derrapadas éticas”. Entre os empregados, foram realizados mais de 40 mil treinamentos obrigatórios sobre conformidade, em 2018. A capacitação envolve desde a cúpula da empresa, passando por gestores, consultores e funcionários de todas as áreas da companhia.
» Menos preocupado.
Grandes executivos do mercado global de seguros estão menos preocupados com o futuro do setor. Em 2018, 51% dos maiores líderes dessa indústria disseram estar “extremamente preocupados” com a velocidade das mudanças tecnológicas, fatia que caiu para 31% neste ano, mostra um levantamento feito pela PwC com 140 CEOs de seguradoras. As mudanças no comportamento dos consumidores, que preocupavam 31% dos líderes da indústria em 2018, agora tiram o sono de 21% deles.
» Capital de giro.
A concessão de crédito a partir de desconto de duplicatas cresceu 17% no ano passado, em relação a 2017, atingindo R$ 777 bilhões, pelos cálculos da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC). A expectativa para esse ano é de continuidade na expansão na tomada desse tipo de crédito, utilizado especialmente para capital de giro das empresas, com a esperada aprovação da lei que regulamenta a duplicata eletrônica, que aumenta a segurança e transparência.
» Bancos à frente.
As operações de crédito lastreadas em duplicatas no Sistema Financeiro Nacional seguem liderando as estatísticas do mercado. No ano passado, tiveram alta de 27%, enquanto as operações por factorings e por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) registraram crescimento de 5%.
» Limpa pátio.
Depois de realizar feirões apenas com automóveis, a plataforma de comércio eletrônico Mercado Livre decidiu incluir motos e caminhões para criar seu primeiro feirão com todas as categorias de veículos que tem disponível. A iniciativa será realizada entre os dias 18 e 31 de março e colocará à venda mais de 40 mil veículos novos e usados.
» Recompensa.
Além de incluir novas categorias, a empresa criou uma recompensa para os participantes do feirão. Clientes que fizerem a reserva online do veículo na plataforma até o dia 31 de março e finalizarem a compra em até dez dias úteis receberão R$ 500 de volta. O dinheiro poderá ser usado, por exemplo, para o pagamento de uma parcela do carro que for comprado.