GIULIA FONTES
O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD)?foi questionado pela imprensa nesta sexta-feira (15) sobre a falta de atendimento da Polícia Militar no caso da morte de Daniela Eduarda Alves. Ela foi assassinada pelo marido, Emerson Bezerra, após oito ligações de vizinhos denunciado o caso à PM. Os áudios revelando os pedidos de socorro foram divulgados na quinta-feira (14) pela RPC. “É uma falha grave, não tem desculpa para isso”, disse o governador.
Segundo Ratinho Junior, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) abriu uma sindicância para averiguar se houve alguma falha no atendimento ou se a viatura da polícia disponível para a região estava atendendo outra ocorrência. Em nota, a PM já havia afirmado que a viatura estava averiguando outras ocorrências naquele momento.
Segundo o responsável pela pasta da Segurança, general Luiz Felipe Carbonell, não há prazo para que as investigações sejam concluídas.Ele afirmou que é preciso “estudar com muito cuidado o que aconteceu”.
“Precisamos entender por que houve esse lapso de tempo. Há um protocolo rígido a ser cumprido. Realmente ocorreram os chamados, que foram atendidos por dois operadores diferentes, mas todas as viaturas estavam empenhadas. É uma infelicidade, óbvio, não podemos desculpar a perda de uma vida”, disse o general.
Falta de estrutura
Ainda comentando o caso, Ratinho atribuiu a falha à “falta de estrutura” da PM do Paraná. “Assumimos o governo com 40% da frota de viaturas na oficina. Precisamos melhorar para que a polícia possa atender o máximo de ocorrências da maneira mais rápida possível”, disse. A reportagem procurou a assessoria da ex-governadora Cida Borghetti (PP) para comentar as declarações e aguarda retorno.
Para amenizar o problema, de acordo com o governador, está sendo realizado um estudo para que o número de viaturas da PM?seja ampliado. Uma das alternativas levantadas por Ratinho é alugar novos veículos. “Se você tem parte da frota alugada, é possível ter outro carro à disposição em cinco, dez horas, no máximo”, defendeu. Ele também prometeu a instalação de GPS nos veículos utilizados pelos policiais.
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