Paraná tem a maior alta da produção industrial em janeiro

Desempenho Setor automotivo registra maior crescimento em relação ao mesmo mês de 2018; Indicador confi rma que a economia paranaense tenha neste ano um desempenho melhor que a média nacional

GAZETA DO PARANÁ (PR) | GERAL | 16/03/2019
Além do Paraná, tiveram variação positiva: Goiás (5,8%), Rio Grande do Sul (5,7%), Minas Gerais (1,2%) e Santa Catarina (1,2%) ? A produção industrial do Paraná cresceu 8,1% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o melhor resultado do País. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo IBGE, o indicador nacional apresentou queda de 2,6%, refl exo das quedas registradas em dez das quinze regiões pesquisadas. Além do Paraná, tiveram variação positiva: Goiás (5,8%), Rio Grande do Sul (5,7%), Minas Gerais (1,2%) e Santa Catarina (1,2%). O Estado também teve índices positivos e superiores à média nacional nos outros comparativos da pesquisa do IBGE. Em relação a dezembro, contabilizou variação positiva de 0,7%, enquanto a taxa brasileira foi de –0,8%. Já nos últimos 12 meses, o Estado registrou alta de 2,6% na produção industrial, contra 0,5% de aumento na média nacional. O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que esse desempenho do setor industrial se soma a outros indicadores positivos da economia do Estado neste início do ano. Ele cita o crescimento na abertura de empresas, na criação de empregos e nas operações de crédito.

Agrega valor

O economista Francisco de Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), avalia que o Paraná teve um destaque muito positivo em produção industrial neste começo de ano porque tem uma expectativa maior em relação à questão econômica nacional. “É uma sinalização muito boa para nossa economia. A indústria tem um efeito de encadeamento muito significativo em
relação aos outros setores. É uma atividade que agrega valor e gera emprego e renda”, destaca.

Setores

Na comparação com janeiro do ano passado, a maior expansão no Estado foi registrada na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com incremento de 28,8%. “O setor automotivo teve aumento da demanda interna, o que pode sinalizar uma recuperação da economia”, aponta Castro, ressaltando que a demanda doméstica compensou as perdas nas exportações. “A Argentina,
nosso principal cliente no ramo automotivo, vem passando por uma crise econômica que reduziu a demanda por veículos lá”, cita. Além do incremento em veículos automotores, também houve acréscimo na produção de reboques, em função da maior demanda nos setores agrícola e da construção civil. A segunda maior elevação foi verifi cada no segmento de combustíveis derivados do petróleo: 25,8%. Castro observa que o forte incremento na fabricação de óleo diesel e gasolina automotiva se deve à parada técnica da Repar, refi naria da Petrobras em Araucária, no início do ano passado, quando a produção foi
atipicamente baixa. Na sequência, aparece o setor de máquinas e equipamentos, com elevação de 10,1%. “A expansão está mais voltada à questão agroindustrial, já que o Paraná é um estado de peso
muito grande nesta atividade. A preparação para a safra de verão aumentou a demanda por equipamentos agrícolas e colheitadeiras”, detalha o economista Francisco de Castro.

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