A produção industrial do Paraná cresceu 8,1% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o melhor resultado do País. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo IBGE, o indicador nacional apresentou queda de 2,6%, reflexo das quedas registradas em dez das 15 regiões pesquisadas. Além do Paraná, tiveram variação positiva: Goiás (5,8%), Rio Grande do Sul (5,7%), Minas Gerais (1,2%) e Santa Catarina (1,2%). O Estado também teve índices positivos e superiores à média nacional nos outros comparativos da pesquisa do IBGE. Em relação a dezembro, contabilizou variação positiva de 0,7%, enquanto a taxa brasileira foi negativa em 0,8%. Nos últimos 12 meses, o Estado registrou alta de 2,6% na produção industrial, contra 0,5% de aumento na média nacional. O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que esse desempenho do setor industrial se soma a outros indicadores positivos da economia do Estado neste início do ano. Ele cita o crescimento na abertura de empresas, na criação de empregos e nas operações de crédito. VALOR AGREGADO O economista Francisco de Castro, do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), avalia que o Paraná teve um destaque muito positivo em produção industrial neste começo de ano porque tem uma expectativa maior em relação à questão econômica nacional. “É uma sinalização muito boa para nossa economia. A indústria tem um efeito de encadeamento muito significativo em relação aos outros setores. É uma atividade que agrega valor e gera emprego e renda”.
SETORES
Na comparação com janeiro do ano passado, a maior expansão no Estado foi registrada na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com incremento de 28,8%. “O setor automotivo teve aumento da demanda interna, o que pode sinalizar uma recuperação da economia”, aponta Castro, ressaltando que a demanda doméstica compensou as perdas nas exportações. “A Argentina, nosso principal cliente no ramo automotivo, vem passando por uma crise econômica que reduziu a demanda por veículos lá”, cita. A segunda maior elevação foi verificada no segmento de combustíveis derivados do petróleo: 25,8%. Na sequência, aparece o setor de máquinas e equipamentos, com elevação de 10,1%