41 animias encontrados mortos

PÁGINA UM (PR) | GERAL | 12/04/2019
Apesar de não ter sido detectado nenhum caso de febre amarela em humanos, em Castro, as equipes da secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária continuam em alerta, principalmente pelo fato de ainda estarem aparecendo macacos mortos. Em praticamente toda zona rural do município, onde há corredores de mata, foram registrados casos de morte dos animais. Ao todo, foram contabilizadas 41 mortes de macacos até agora. De 11 deles foi feita coleta de material para análise, e entre os resultados já prontos, houve confirmação positiva para infecção por febre amarela. Segundo o veterinário da Vigilância Sanitária, Paulo Henrique Gerytch, a maior parte dos registros ocorreu na região do Socavão, porém, ele acredita que também há vários casos no Guararema e no Distrito do Abapã. “Acreditamos que a população não está notificando sempre que encontra o animal morto, mas essa comunicação é muito importante para que continuemos fazendo o acompanhamento da circulação do vírus”, destaca o profissional. Paulo Henrique explica que a informação pode ser repassada tanto aos profissionais da Vigilância Sanitária, pessoalmente ou através do telefone (42) 2122-5212, como para os atendentes dos Postos de Saúde e agentes comunitários de cada região. “Entendemos a dificuldade de a pessoa se deslocar até a cidade para comunicar um animal encontrado morto, mas isso pode ser passado por telefone mesmo, ou aos profissionais de quem o cidadão esteja mais perto, o importante é que não deixem de nos informar, para que nos desloquemos até o local para fazer o devido acompanhamento”, ressalta. Também é importante que quem ainda não tenha sido vacinado contra a febre amarela, procure pela unidade de saúde mais próxima para se imunizar, afinal, a única forma de se prevenir contra o vírus é através da vacina. E, como bem lembra o veterinário Paulo, com a redução da população de macacos nas copas das árvores, que é também o local onde vivem os mosquitos transmissores, é provável que eles baixem voo, buscando se alimentar de sangue humano. E diferente do que ocorre com a dengue, por exemplo, que pode ter um controle de criadouros feito pelos agentes ou pelos próprios cidadãos, através da eliminação de água parada, no caso da febre amarela não existe forma de controle. Os mosquitos transmissores do vírus - Haemagogus e o do gênero Sabethes – habitam principalmente ocos de copas das árvores e plantas como as bromélias, mas em geral, moram a cerca de 20 metros do chão, o que dificulta o contato para uma possível tentativa de manejo ou eliminação. Casos suspeitos Até agora quatro casos de suspeita de febre amarela em pessoas chegaram às unidades de saúde do município. Todos os pacientes foram devidamente examinados e estão sendo monitorados por profissionais da área. Apenas em um dos casos a equipe ainda aguarda o resultado dos exames, nos demais, a suspeita de febre amarela não se confirmou.

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