As apreensões de cocaína pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) no Paraná cresceram 338% no ano passado em relação a 2017. O número acompanha a tendência de apreensões feitas pela RF (Receita Federal) no Porto de Paranaguá e comprova que o estado se tornou uma das principais portas de entrada no país. Segundo dados divulgados ontem pela PRF, em 2017 foram localizadas 1.038 kg de cocaína no estado; no ano passado, foram 4.555 kg – quase metade do total apreendido desde 2010, que chega a 9.815 kg. Já a RF apreendeu 4,9 mil kg no porto em 2018; de janeiro deste ano até o dia 4 de abril, já foram 5,8 mil kg. “Pela posição geográfica, as cargas ilícitas entram no Brasil pelo Paraná e pelo Mato Grosso do Sul”, diz o policial rodoviário federal Fernando Oliveira. “Parte dessa carga fica no próprio estado, outra vai para grandes centros consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro, e tem também uma rota para Santa Catarina e Rio Grande do Sul”. Segundo Oliveira, os crimes de tráfico de drogas e contrabando estão associados a outras atividades criminosas. “São atividades que envolvem outros crimes, como os furtos e roubos de carros. Muitos veículos nos quais havia drogas foram furtados ou roubados. Eles são levados para regiões de fronteira e usados com placas falsas”. A quantidade de crack apreendida também cresceu, de 552 kg, em 2017, para 629 kg no ano passado. Em 2018, a PRF apreendeu ainda 45,7 toneladas de maconha (em 2017 foram 51,6 toneladas); 18,4 milhões de carteiras de cigarro (contra 21,6 milhões no ano anterior); 20,7 mil munições (contra 42 mil em 2017); e 142 armas de fogo (em 2017 foram 277). “Muitas dessas apreensões foram feitas sem informações prévias. Quando o policial aborda o veículo e desconfia das respostas do condutor, parte para uma fiscalização minuciosa”, afirma Oliveira. “Muitas vezes o ilícito está no tanque de combustível ou dentro do estepe. Também houve apreensões em cargas transportadas em ônibus”. METRO CURITIBA