PEDRO MARCONI - GRUPO FOLHA
A evolução da dengue em Londrina vem declinando, porém o número total de casos continua alto. Último boletim epidemiológico, divulgado nesta quinta-feira (11) pela secretaria municipal de Saúde, mostra que a cidade tem 650 confirmações da doença. Um aumento de 13% em relação ao relatório da semana passada (dia 4), quando eram 574. Dos casos confirmados, quase a totalidade é autóctone, ou seja, a pessoa foi infectada dentro do município.
A incidência da dengue na cidade neste ano é de 115 casos para cada grupo de cem mil habitantes. A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que para decretar estado de epidemia são necessárias 300 positivações a cada cem mil moradores. São 5.444 notificações, com 1.488 descartadas e 3.306 ainda sob análise. As confirmações começaram a apresentar queda no final de março em relação aos constantes avanços desde o início de 2019.
Segundo a diretora em Vigilância em Saúde da secretaria municipal, Sônia Fernandes, as ações que vêm ocorrendo nos últimos meses estão surtindo efeito. “Começou a dar um impacto melhor neste momento. O ciclo do fumacê está chegando ao fim e vai, no máximo, até 18 de abril. Após o encerramento passaremos a fazer atividades mais focais nos lugares em que percebemos índices maiores de dengue”, destacou. “Temos ainda muitos casos em análise, então a tendência é de mais confirmações”, advertiu.
MORTES
Duas mortes registradas nesta semana em Londrina são por suspeita de dengue e estão sendo investigadas pelo Lacen (Laboratório Central do Paraná), em Curitiba. São dois homens, de 40 e 74 anos, que tinham comorbidades. “Foram óbitos rápidos, em que os pacientes ficaram pouco tempo internados. Eles tinham múltiplas comorbidades e com possibilidade de complicar”, apontou Fernandes. Dos três casos de óbito no Estado pela doença, dois são londrinenses. Homens de 89 e 60 anos.
LOCALIDADES
A região sul continua na liderança de registros confirmados. São 436, em que 303 estão concentrados apenas na área de abrangência da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Itapoã. “O movimento por conta da dengue diminuiu bastante. Antes separávamos os atendimentos em uma planilha, em razão do volume, porém agora estão juntos dos demais. Estava bem crítica a situação aqui e isso nos deixa mais aliviados. Entretanto, não podemos parar de fazer ações de prevenção. A conscientização continua”, ressaltou a coordenadora do posto, Mariza Kato de Oliveira.
A unidade, que engloba 11 bairros em que vivem cerca de 16 mil pessoas, funcionou em horário estendido, durante a noite, por pouco mais de um mês. A medida não está valendo para abril e com isso o local voltou a receber pacientes na escala de 12 horas. “Nas primeiras semanas foi bem movimentado e depois foi caindo. Nestes últimos dias teve noite com apenas dez pacientes”, exemplificou Oliveira.
Já na zona rural, que ficou várias semanas sem listar nenhum caso, agora já tem oito, de acordo com o último levantamento. A UBS de Irerê e do Patrimônio Regina acumulam seis confirmações cada. As localidades abrigam quantidade pequena de habitantes, com 2.190 e 2.377, respectivamente. “Teve ligeiro aumento na procura das pessoas ao posto, mas nada de muito exagerado. Percebemos que isso iniciou na semana passada”, relatou Genile Ane Tavares, coordenadora da UBS Regina.
ESTADO
No Paraná, informativo da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) confirmou 530 novos casos de dengue no Estado. O balanço desta semana indica o total de 2.553 casos da doença, contra 2.023 na semana anterior. Também foi comprovada uma morte pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti em Cascavel (Oeste). Uma mulher de 80 anos, portadora de hipertensão arterial e diabetes, que contraiu a doença na cidade. Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta, dor nos olhos, mal estar e manchas vermelhas pelo corpo.
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