Professora canadense visita Unioeste e fala sobre violência contra a mulher

JORNAL DO OESTE (PR) | TOLEDO | 12/04/2019
: Da esquerda para a direita (Foto: Franciele Mota)
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Toledo, recebe nesta semana a professora de trabalhos sociais da Laval University, em Quebec no Canadá Genevieve Lessard. Ela veio realizar várias palestras para os alunos e também conhecer as ações contra a violência e o apoio às vítimas. Ela participa ainda de eventos em outras cidades como Cascavel e Foz do Iguaçu.
Em Toledo, a professora visitou alguns órgãos e instituições de apoio às mulheres vítimas de violência e conheceu o trabalho realizado no município. Genevieve compartilhou também as experiências do trabalho realizado na universidade no Canadá e como podem ser implantadas aqui no Brasil.
Ela conta que o governo canadense tem uma política que identifica as pessoas vítimas de violência, como crianças e mulheres e auxilia dando apoio financeiro e psicológico, por exemplo. A universidade também tem papel importante neste processo.
POLÍTICAS
Em sua visita a Toledo, Genevieve Lessard conheceu o Núcleo Maria da Penha (Numape), uma ferramenta desenvolvida pela Unioeste em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres para prestar apoio e orientação jurídica para mulheres vítimas de violência. Em sua avaliação, a professora destaca que é triste ver a situação que as pessoas chegam em busca de atendimento no local. “É triste para o Estado e para a população. E no Quebec também acontecem histórias assim, e eles procuram envolver o domínio sobre a situação”.
Ela cita também que o movimento do feminismo buscou reconhecimento e direitos iguais, o que motivou as autoridades a tomar mais providências. Em 1986 foi formada a primeira política voltada aos direitos da mulheres, mas em 1995 o assunto envolveu os demais ministérios do governo canadense.
AUXÍLIO
No Canadá Genevieve lembra que os casos de violência são declarados a polícia quando de fato já estão acontecendo. “Eles só sabem dos casos quando a vítima sabe que ela realmente foi vítima e declara o acontecimento. Mas tem muitas pessoas que não percebem que estão sendo vítimas”.
E a situação ocorre mesmo com as ações do governo de esclarecer a população sobre os vários tipos de violência, como a emocional, psicológica, física e sexual. “Algumas mulheres procuram apoio, uma casa de abrigo para pedir ajuda, outras têm medo porque são ameaçadas antes mesmo do ataque do agressor”, enfatiza ao lembrar que essa realidade não difere muito do que acontece aqui no Brasil.
No entanto, Genevieve enfatiza que é preciso criar mais espaços de apoio às mulheres, como casas de abrigo para acolher as vítimas de violência aqui no Brasil, entre outros serviços. Ela reforça que as mulheres devem acreditar mais em si mesmas, devem procurar seus direitos e ajuda e orientação junto aos órgãos e instituições.


>> Link Original

#58238584