Tecnologia em teste auxilia monitoramento de desastres

TRIBUNA DO VALE (PR) | GERAL | 23/04/2019
PRISCILA SIMÕES
O monitoramento das condições de chuvas e das áreas deatenção de deslizamentos de parte da Região Metropolitana de Curitiba foiintensificado no último ano, com a instalação de um radar Banda X na sede doSimepar, em Curitiba.
O balanço de um ano de funcionamento do equipamento,fruto de uma parceria do Governo do Estado com a Agência de CooperaçãoInternacional do Japão (JICA), foi apresentado nesta segunda-feira (22) em umseminário no Palácio das Araucárias, na capital paranaense.
O radar, cedido sem custos pela empresa Japan RadioCompany (JRC), é operado pelo Simepar e amplia o sistema de alertas daCoordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil. Ele faz o monitoramentometeorológico a cada minuto de uma área da região metropolitana, incluindo oprocessamento das informações que indiquem a possibilidade de ocorrências dedeslizamentos e inundações.
O secretário de Estado da Segurança Pública eAdministração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell, afirmou que o equipamentoaprimora a estrutura de prevenção de desastres do Estado. “Convênios como estesão fundamentais para a prevenção de risco de desastres, é uma área ondedevemos despender os maiores esforços e recursos”, disse.

FERRAMENTA – O software utilizado também é auto-atualizado apartir de eventos de chuva combinados com a ocorrência de deslizamentos,calibrando as informações a cada nova situação. Isso permite que haja mais umaferramenta para indicar a possibilidade de situações que possam afetar apopulação.
“O equipamento é calibrado para as ações de DefesaCivil na região, incluindo condições de relevo, temperatura e pressão queajudam na previsibilidade de eventos e na prevenção de desastres”, explicou ocoordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Ricardo Silva. Eledestacou que o equipamento deve operar por mais três anos no Estado sem custos.
“Depois de um ano utilizando o radar Banda X,entendemos que ele é um bom equipamento, atende à necessidade de monitoramentoe tem um bom parâmetro de entrada no modelo de deslizamento”, avaliou odiretor-executivo do Simepar, Cesar Beneti. “Mas entendemos também que um anode dados para melhorar a estimativa e avaliar sua eficácia ainda é pouco, porisso é importante a continuidade da parceria”, afirmou.

MONITORAMENTO – Junto com a instalação do radar, a Defesa Civildesenvolveu um projeto maior nos municípios de Colombo, Almirante Tamandaré,Rio Branco do Sul, Itaperuçu e Campo Magro, com o mapeamento de áreas deatenção de deslizamento e cadastro das famílias que vivem nesses locais para oenvio de alertas direcionados.
O levantamento leva em conta especificidades dosmoradores – se há alguém com deficiência, que use medicamentos de uso contínuoe mesmo o número de animais de estimação nas casas. Essas informações facilitamo abrigamento das famílias em casos de desastres.
O Estado prevê ainda adquirir novos radares Banda Xpara melhorar o sistema de monitoramento do Paraná, que já tem uma coberturacompleta de metereologia. Eles seriam instalados na Região Metropolitana deCuritiba, com foco também no Litoral, e nas cidades de Londrina e Maringá.
O Simepar também opera dois radares Banda S, que têmum alcance maior e estão instalados em Teixeira Soares, no Centro-Sul, e emCascavel, no Oeste do Estado. “O Banda X é utilizado para o monitoramento detempestades nas regiões urbanas, em locais de difícil acesso ou onde o radar delongo alcance não detecta bem. O Simepar trabalha com a integração deinformações, e o Banda X complementa bem isso”, acrescentou Beneti.


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