Foto: Hedeson Alves/SEED
Um levantamento do Inep (o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) indica que 22% dos alunos do Paraná estão atrasados no Ensino Médio. É a segunda maior proporção entre os estados do sul. Isso significa que a cada 100 alunos matriculados, 22 já reprovaram ou abandonaram os estudos por dois anos ou mais.
Desse modo, atualmente, o grupo está com idade escolar superior à recomendada, estabelecida entre 15 e 18 anos de idade. O índice é ainda maior entre alunos da primeira série do Ensino Médio e chega aos 25%. Isso indica que um quarto dos alunos que iniciam a última fase da educação regular no Paraná estão atrasados em relação a idade escolar recomendada.
A socióloga Beatriz Caitana, do Centro Marista de Defesa da Infância, destaca que esses números têm ligação direta com a evasão escolar.
Segundo o Inep, em 2017, 11% dos estudantes paranaenses abandonaram os estudos durante o Ensino Médio. No Ensino Fundamental II, a evasão ficou em 10%. Políticas públicas são ferramentas importantes para mudar esse cenário. No entanto, a participação da família também deve ser destacada.
O estudo da Universidade Federal de Minas Gerais e do Unicef aponta que entre os maiores desafios do Ensino Médio estão as condições da escola — passando por infraestrutura e equipamento escolar.
Segundo o Centro Marista de Defesa da Infância, o Censo Escolar do ano passado apontou que 52% das instituições de ensino do Paraná não possuíam dependências acessíveis aos portadores de algum tipo de deficiência; cerca de 44% não tinham acesso à rede de esgoto. O mesmo levantamento indicou que mais de 40% das escolas não contavam com biblioteca.
Nesta semana, o Governo do Estado anunciou que vão ser investidos cerca de 36 milhões de reais para obras e reformas de escolas. O desejo, por exemplo, é acabar com as escolas de madeira, climatizar as salas de aula e introduzir um programa de três refeições diárias nos colégios estaduais, a partir do ano que vem.
O governador Ratinho Junior diz que a ideia é modernizar as duas mil e cem unidades do Paraná.
No ensino superior, um ranking de uma consultoria britânica colocou duas universidades estaduais entre as cem melhores da América Latina: a UEL e a UEM. Considerando as instituições brasileiras, as duas universidades aparecem entre as 25 primeiras do país. O ranking avalia, entre outros pontos, reputação acadêmica e artigos por instituição.
O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, avalia que o desempenho confirma a qualidade da pesquisa no estado.
O ranking da consultoria britânica é considerado uma das três classificações internacionais de universidades mais influentes do mundo. UEPG, Unioeste e Unicentro também aparecem entre as duzentas mais bem colocadas.
Reportagem: Cleverson Bravo
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