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Um requerimento enviado ao Governo do Paraná solicita que não sejam autorizados reajuste nos valores das tarifas dos pedágios das rodovias sob a responsabilidade da concessionária Econorte, na BR-369 e PR-323. Normalmente, os reajustes são autorizados pela Agência Reguladora do Paraná (Agepar) anualmente no dia 1º de dezembro.
De acordo com os deputados Luiz Claudio Romanelli(PSB), Cobra Repórter (PSD) e Tercílio Turini (PPS), “as tarifas praticadaspela referida concessionária são as mais altas das rodovias do Anel deIntegração do Paraná e certamente dentre as mais altas de todo o sistemarodoviário concessionado do Brasil, com valores exorbitantes nas praças deJataizinho (R$ 23,70 para automóvel), Jacarezinho (R$ 21,90) e Sertaneja (R$20,40)”.
Ainda segundo os parlamentares, muitos municípiossofrem com “as tarifas abusivas do pedágio, que penalizam os moradores nosdeslocamentos entre municípios e também inviabilizam a atração de investimentos,por encarecerem o custo de produção no item transporte rodoviário”.
A duplicação da PR-323, entre Maringá e FranciscoAlves, já foi alvo da Operação Lava Jato. De acordo com o Ministério PúblicoFederal (MPF), a licitação para a obra foi feita para favorecer a construtoraOdebrecht.
Segundo a denúncia, a empreiteira pagava propina aagentes públicos e privados no Paraná em contrapartida ao direcionamento doprocesso.
O requerimento foi encaminhado pelos deputados aogovernador Ratinho Júnior e ao secretário de Infraestrutura e Logística, SandroAlex.
A CBN Curitiba entrou em contato com aconcessionária que administra as rodovias, mas até o final desta reportagem,não obteve retorno.
Repórter William Bittar
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