Governo lança programa para reduzir as favelas no Paraná

O PARANÁ (PR) | POLÍTICA | 29/11/2019
Jandaia do Sul - O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nessa quinta-feira (28), em Jandaia do Sul, o programa Vida Nova, que vai beneficiar famílias que vivem em áreas de risco e moradias precárias no Paraná. A iniciativa engloba ações multidisciplinares com a participação de mais de 16 órgãos estaduais para o processo de desfavelamento em cidades de todo o Estado. Ele lembrou que o Paraná conta com quase 900 assentamentos precários no Paraná (favelas). “Não podemos fechar os olhos para essa realidade”, afirmou o governador. A prioridade de atendimento pelo programa será para 137 favelas localizadas em áreas de risco e que demandam realocação completa das famílias. O projeto-piloto acontecerá em Jandaia do Sul, no Vale do Ivaí, com o atendimento de 75 famílias, que residem em ocupações irregulares na cidade. A maior parte está em área de proteção ambiental e outras às margens de uma das rodovias federais que atravessa o Município. A ação vai sanar o problema de assentamentos precários na cidade da região do Vale do Ivaí. “Começamos por Jandaia do Sul, com o atendimento de 75 famílias, mas o objetivo é expandir para todo o Paraná”, afirmou o governador. “Queremos fazer um grande programa para tirar famílias de áreas de risco e colocar em local decente, adequado, para que elas possam ter qualidade de vida”. O governador destacou que muitas pessoas moram em beira de rio, onde constantemente há enchentes, lugares sem saneamento básico, o que causa doenças. “O objetivo é transformar o Paraná em referência nacional em desfavelamento”. O presidente da Cohapar, Jorge Lange, ressaltou que o programa trará mais dignidade às pessoas: “Elas serão trazidas para a cidadania. Diversos órgãos trabalham para torná-los cidadãos completos, garantindo todo o atendimento para transformar a vida, garantir o acesso à saúde, educação e à moradia digna”, disse. Apenas para a construção das 75 moradias em Jandaia, o investimento estimado é de R$ 6 milhões.

ETAPAS

Após a desocupação das atuais residências, os locais passarão por um processo de recuperação ambiental, sob responsabilidade da Sanepar. A intervenção prevê a demolição das estruturas existentes, limpeza e implantação de um parque, com função dupla: evitar a reocupação irregular da região e servir como uma opção de lazer à população local. Em uma segunda etapa, serão promovidas ações diretas nas áreas de saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda para as comunidades beneficiadas. As medidas visam garantir a continuidade do desenvolvimento socioeconômico da população, com um atendimento especializado e personalizado a partir das necessidades e deficiências identificadas no diagnóstico social. A ideia é oferecer uma porta de entrada para a inclusão social a partir de uma condição digna de moradia, mas com uma perspectiva de emancipação das famílias em longo prazo. O público-alvo é formado por pessoas com renda familiar mensal de até três salários mínimos, residentes em áreas de ocupação irregular. O valor total do investimento será definido após licitações para contratação de obras, em todas as etapas do programa. Também estão previstas contrapartidas de empresas estaduais, como a Copel e a Sanepar. As próprias prefeituras participam por meio da doação das áreas para a construção dos conjuntos habitacionais, apoio logístico e obras complementares de infraestrutura.

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