Paranaenses ganharam mais de 3 anos na década

METRO CURITIBA (PR) | BRASIL | 29/11/2019
A população paranaense segue na tendência de viver cada vez mais, em um movimento que já vem das últimas décadas e é fruto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dos avanços da medicina, da ampliação do saneamento básico (que reduz a mortalidade infantil) e da aumento instrução média – que estimula mais cuidados com a saúde. Segundo a Tábua de Mortalidade 2018, divulgada ontem, quem nasceu no ano passado no Paraná pode esperar viver cerca de 77 anos e oito meses, 3 e cinco meses a mais que os nascidos em 2008, que tinham uma esperança de vida média de 74 e três meses. O ganho da década é parecido com o registrado no período anterior – entre 1998 e 2008 os paranaenses já haviam elevado a sua esperança de vida em mais 3 anos. Má notícia para os homens Desde 2014 as tábuas mostram que os homens do Paraná, que já vivem menos que as mulheres, ainda deixaram de reduzir a diferença para elas. Em 1998 elas viviam 6,76 anos além deles, mas nos dez anos seguintes a vantagem caiu um pouco, para 6,36 anos. Era uma indicação de que a população masculina estava no caminho de viver tanto quanto a feminina, mas a diferença voltou a aumentar e há cinco anos permanece estável em 6,8 anos. De acordo com o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi, a diferença é relacionada com a violência urbana. “A partir de meados da década de 80, as mortes associadas às causas externas passaram a desempenhar um papel de destaque. É um fenômeno proveniente da urbanização e inclui homicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais, entre outros”, Ele destaca que na década de 1940 homens e mulheres brasileiros tinham tempo de vida equivalente. (leia mais sobre a expectativa de vida na pág 06). METRO CURITIB

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