O senhor está gestionando para a liberação de cassinos no Brasil. Como está o andamento da proposta? Os jogos não facilitam a lavagem de dinheiro?
Eu entendo que a legalização de cassinos vai reduzir a lavagem de dinheiro, aumentar a arrecadação de impostos, gerar milhares de postos de trabalho e inúmeras oportunidades em nosso país. Apostas clandestinas são feitas diariamente em todo o país, e nós conversamos com o ministro e o presidente da Embratur para engrossar o movimento que temos na Frente Parlamentar pela Legalização dos Jogos. Esse ano iremos nos dedicar ainda mais no projeto para ver se conseguimos aprová-lo.
Quais os benefícios que esse projeto poderá trazer para o país?
Veja bem, o Brasil deixa de arrecadar cerca de R$ 18 bilhões por ano com a falta de regulamentação dos jogos. Mas a cadeia produtiva será a grande beneficiada com a geração de empregos nos cassinos e resorts, assim como empregos indiretos a taxistas, motoristas de vans, garçons, cozinheiras e outros. Nós sabemos que todos os meses cerca de 200 mil brasileiros saem do país para jogar no exterior. Com a regulamentação, grande parte desse dinheiro ficará no país.
Que papel o senhor teve para viabilizar a ampliação da pista do Aeroporto Foz/Cataratas?
Nosso aeroporto recebeu uma repaginação completa, mas faltava a ampliação da pista para torná-lo um hub internacional e permitir voos diretos para Europa e Estados Unidos. A ampliação estava acertada no governo passado, mas daí veio a proposta de privatização, e o projeto estagnou. A comunidade nos cobrava, e um dia eu falei com o Ratinho para dar um jeito. Ele me disse que se tivesse projeto iria ajudar. Falei que tinha e entrei em contato com o Piolla, que prontamente nos enviou o projeto. Então o governador falou com o general Silva e Luna, e ele concordou em bancar boa parte do custo. Dessa forma, Itaipu está entrando com R$ 70 milhões, e a Infraero com R$ 15 milhões. As melhorias no aeroporto poderão agregar R$ 1 bilhão quando o leilão for realizado.
O senhor tem defendido muito o turismo de Foz do Iguaçu. É boa a receptividade de Foz em Brasília?
Nossa cidade é referência, é a queridinha de todos. Quando eu falo que sou de Foz, as portas se abrem. Por isso eu continuarei defendendo as aspirações das nossas lideranças turísticas, que se uniram e estão fazendo um grande trabalho promovendo o Destino Iguaçu, por meio de ações integradas, onde todos navegam na mesma direção. Graças a esse trabalho, Foz do Iguaçu vem quebrando sucessivos recordes de visitação e tem sido exemplo para outras cidades.
Adelino de Souza
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