A Polícia Civil divulgou uma imagem de como Luana de Oliveira Lopes, desaparecida em 2003 em Florestópolis, no norte do Paraná, seria atualmente nesta quarta-feira (11). A imagem foi produzida após uma jovem de 24 anos procurar a família da menina dizendo que pode ser a criança desaparecida há 17 anos.
A mãe de Luana, Neide de Oliveira Lopes, diz que toda a família está emocionada com a possibilidade dessa jovem ser a filha que tanto procuram.
"Estamos emocionados, foi uma bênção. Nunca perdemos a esperança de encontrar a Luana. É um momento de muita alegria, mas também um pouco tristes porque várias pessoas estão espalhando histórias falsas da jovem que nos procurou", disse.
Entenda o caso
Luana de Oliveira Lopes desapareceu quando tinha 8 anos. De acordo com o Sicride, a menina foi com o irmão, que na época tinha 10 anos, buscar leite em uma propriedade rural.
Na volta, os dois foram abordados por um caminhoneiro que ofereceu cobertores para a família deles. Quando as crianças entraram na carroceria foram trancados no caminhão.
Diego de Oliveira Lopes conseguiu escapar, mas foi agredido pelo homem com pedaço de pau. Ele nunca esqueceu desde dia triste de 2003.
"Ainda lembro de tudo. Quando entramos na carroceria, ele fechou a porta. Em Prado Ferreira, comecei a gritar muito, e ele [suspeito] falava que ia me matar. Parou em um lixão e desceu com um facão, falava o tempo todo que ia me matar. Quando chegamos na beirada da mata, consegui escapar, a Luana ficou presa na cabine. O caminhoneiro foi atrás", lembra.
"Acabei pisando no buraco, ele me pegou e me levou na beirada da mata. Nesse lugar, ele me bateu com um pedaço de pau até eu desmaiar. Acordei horas depois e consegui ir até a beirada da estrada para pedir ajuda. Quando sentei em um banquinho que tinha embaixo de um pé de manga, um casal perguntou se queria ajuda e me levou para a delegacia", detalhou Diego.
Agora, Diego não esconde que a chegada dessa jovem reacendeu a esperança de toda a família.
"Nunca perdi a esperança de encontrar a Luana. Essa jovem é muito parecida, os traços do rosto são muito parecidos com das minhas irmãs. O exame de DNA vai dizer se ela é a Luana, mas já temos um amor por ela que mesmo que o teste não comprove o parentesco ganharemos mais uma irmã", contou.
Foram meses de procura por Luana, mas nenhuma pista foi encontrada. Na tentativa de identificar o suspeito do rapto, Diego chegou a ser levado para Curitiba para realizar uma sessão de hipnose e assim realizar um retrato falado do criminoso. No entanto, ninguém foi identificado e preso.
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Jovem procura a família
Nesta terça-feira (10), o Sicride, da Polícia Civil, voltou a investigar o caso porque a mulher, com semelhanças físicas parecidas com a de Luana, procurou a família da menina desaparecida dizendo que pode ser a criança.
A delegada Patrícia Paz contou que essa jovem, que mora no Rio de Janeiro, desconfiou que não pertencia a família carioca na adolescência. Ela passou a investigar a própria história depois de uma tia afirmar que ela não era da família.
“Com a afirmação da tia, ela passou a investigar e encontrou a história do desaparecimento da Luana. Ela desconfiou da possibilidade de ser a menina por causa da idade e semelhança física compatíveis. Essa jovem encontrou familiares da Luana pela internet, passou a trocar mensagens com eles e essa semana veio para o Paraná”, explicou a delegada.
A jovem está na casa de uma irmã de Luana em Sabáudia, também no norte do estado. Um exame de DNA foi realizado nesta terça-feira e deve ser divulgado em até 30 dias.
“Vamos esperar o resultado do DNA para realizar uma investigação com mais detalhes”, pontuou a delegada.
Infância traumática
A jovem de 24 anos contou à Diego de Oliveira Lopes, irmão de Luana, que foi maltratada pela família no Rio de Janeiro até se casar e sair de casa.
Esse foi um dos motivos que levou a mulher a investigar a própria história.
"Ela não lembra da infância antes dos 10 anos. Desde que começou a falar com a gente, há dois meses, ela sente que pertence a nossa família, se apegou muito com a minha mãe", contou Diego de Oliveira Lopes.
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