Foto: divulgação/ Projetos Humanos
Novas gravações de áudio podem alterar as conclusões do caso Evandro, um crime que chocou o país em 1992. O jornalista Ivan Mizanzuk, responsável pelo podcast “Projeto Humanos – Caso do Evandro” publicou o 25º episódio da série nesta terça-feira (10).
No programa, trechos de áudio gravados pela polícia na época do crime, comprovariam que houve tortura dos policiais para obtenção das confissões dos condenados. Evandro Ramos Caetano, na época com 7 anos, foi assassinado na cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná.
Segundo o jornalista, o material chegou a ele via uma fonte não identificada há cerca de seis meses. Ao ouvir o material, ele percebeu indícios de que os condenados confessaram o crime sob tortura, hipótese descartada pelo Ministério Público durante o processo.
O jornalista afirma ainda que, após todo o trabalho de apuração que vem sendo feito para a formatação da série, ele descobriu que esses áudios não haviam sido anexados aos autos.
O caso ficou conhecido como o crime das “Bruxas de Guaratuba” e a conclusão do caso, que se desenrolou por mais de 20 anos, foi a de que Evandro teria sido assassinado em um ritual de magia negra. Sete pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) como suspeitos de participarem do crime. Para Ivan, as investigações estariam contaminadas desde o início.
Opromotor do Ministério Público, Paulo Sérgio Marcowicz, que participou do júri, afirma que o Ministério Público apurou as denúncias de tortura feitas pelos próprios acusados na época e concluiu que não havia provas de tortura.
O promotor afirma ainda que vários indícios investigados pela Secretaria de Segurança Pública, mostraram que a hipótese de tortura não seria verdadeira.
O promotor relata também que para alterar as conclusões do inquérito, é necessário que se comprove a veracidade dos novos áudios.
Ivan, jornalista responsável pelo projeto, conta que as fitas foram digitalizadas no Instituto Brasileiro de Peritos, em São Paulo, com a presença de um tabelião que acompanhou o processo, garantindo assim que o conteúdo dos arquivos digitais são exatamente os mesmos contidos nas fitas originais.
A Polícia Civil afirmou que, a princípio, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), mas, se houver alguma nova diligência, pode ser feita uma nova tramitação para que o caso retorne ao Secride.
Reportagem: Angela Luvisotto
Compartilhe isso:Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Compartilhe no Google+(abre em nova janela)
>> Link Original