O TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) encaminhou quatro processos da Operação Quadro Negro que envolvem o ex-governador Beto Richa para a Justiça Eleitoral. Beto é réu nas ações por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão da 2ª Câmara Criminal dessa quinta-feira (12) foi unânime. A transferência atende a um pedido da defesa de Beto Richa, no âmbito de um habeas corpus protocolado no TJ no início de fevereiro. O tucano alega que a investigação - como a delação de Maurício Fanini - revela supostos ilícitos ligados a campanhas eleitorais, daí a competência da Justiça Eleitoral. O relator do HC é o desembargador Francisco Pinto Rabello Filho. O voto e o acórdão ainda não estão disponíveis. A defesa se manifestou em nota distribuída à imprensa: “Desde o início da Operação Quadro Negro, a defesa depositou sua fé no Poder Judiciário e nas instituições. A decisão desta tarde do Tribunal de Justiça confirma a imparcialidade do Judiciário. Ao longo do processo a verdade será restabelecida”. Todas as quatro denúncias contra Beto Richa foram oferecidas pelo MP (Ministério Público) ao longo de 2019. Ele nega ter cometido os crimes apontados. EDUCAÇÃO Deflagrada em 2015, no primeiro ano do segundo mandato do tucano à frente do Palácio Iguaçu, a Operação Quadro Negro trata de desvio de dinheiro reservado a obras de escolas. Segundo o MP, mais de R$ 30 milhões da Secretaria da Educação do Paraná foram desviados por meio de medições fraudulentas de obras não executadas, e aditivos irregulares. Em nota, o MPPR informou que ainda não foi notificado oficialmente da decisão, mas que tomou conhecimento. “O MP discorda da decisão e, antes dela, já havia emitido parecer contrário ao pedido dos advogados do réu”, diz o comunicado.