Faltando pouco mais de dois meses do início da campanha eleitoral, o secretário de Estado Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost (PSD), diz que está com todas as suas atenções focadas nas ações de combate aos efeitos da pandemia do coronavirus, mas garante que sua pré-candidatura à prefeitura de Curitiba está assegurada pelo partido e pelo governador Ratinho Júnior (PSD). Leprevost, porém, afirma que só vai pensar nisso a partir de 2 de junho, quando deixará o cargo por força da lei eleitoral, que determina a desincompatibilização de secretários que vão entrar na disputa. “Estou 100% focado na questão do auxílio às vítimas do coronavírus”, explica ele, que é deputado federal licenciado. “Não estou articulando, fazendo reuniões políticas. Estou deixando isso para depois do dia 2 de junho. Também não estou nem um pouco ansioso porque estou convicto que vai mudar a data das eleições para dezembro”, considera Leprevost. Para o secretário, mais do que nunca, a disputa pelo comando da Capital paranaense está aberta. “Tudo pode acontecer, as eleições estão completamente abertas”, aponta. Leprevost considera que o governador Ratinho Jr deve manter uma postura neutra na eleição de Curitiba. “O governador está com a popularidade muito alta. Qualquer um dos candidatos que ele apoie, se ele se manifestar nesse momento pode perder pontos com pessoas que estão gostando do governo dele pelo fato dele estar agindo a favor de uma pacificação política do Estado”, afirma. “Não vejo que no primeiro turno o governador vá se manifestar apoiando um candidato ou outro. Eu separo muito bem a questão apoio do governador da questão ter a candidatura assegurada no partido que é do governador. O governador não tem compromisso comigo de me apoiar. E não tem com nenhum candidato. O que ele tem dito é que para todos é que no primeiro turno ficará neutro”, diz. Furada — O secretário também considera que a entrada do vice-prefeito, Eduardo Pimentel, no PSD, seu partido, nada muda em relação à disposição do partido. “Essa foi uma estratégia totalmente furada que que acabou sendo ruim, na minha opinião, para o próprio vice-prefeito, e inclusive, para o prefeito Rafael Greca, porque está assegurada pelo governador, pelo partido, pelas executivas municipal e estadual a minha candidatura a prefeito”, garante. “Eles quiseram tomar o partido na mão grande de um deputado federal. E não tem nenhum partido que cometa um erro desses que é tirar um deputado federal da presidência da Executiva Municipal para beneficiar alguém que entrou no partido nos 45 minutos do segundo tempo. Isso não existe. Seria uma incoerência brutal”, avalia. “O governador foi muito correto. Deixou claro para o Eduardo Pimentel que ele entrando não tinha assegurada a vaga de candidato a vice-prefeito”, afirma.