Estiagem afeta nível dos reservatórios de hidrelétricas do Paraná

FOLHA DE LONDRINA (PR) | NOTÍCIAS | 25/05/2020
SIMONI SARIS - GRUPO FOLHA
Desde 2019, o Paraná sofre com a escassez de chuvas e um dosprincipais efeitos das estiagens prolongadas é a queda no nível dosreservatórios das hidrelétricas. Nas usinas do rio Paranapanema, a situação é crítica.Segundo a CTG Brasil, consórcio de hidrelétricas responsável pela operação emanutenção das usinas do rio Paranapanema, ações deliberativas têm sidoadotadas para reduzir o impacto da seca.
Na Usina Hidrelétrica de Capivara, o nível está baixo e afeta o turismo e a pesca, mas ainda não traz prejuízos à geração de energia | Gustavo Carneiro
O Paraná sofre a maior crise hídrica em duas décadas. Há dezmeses, a quantidade de chuva está abaixo da média computada pelo Simepar(Sistema Meteorológico do Paraná). Dados do sistema apontam uma redução média de33% no volume de chuvas registrado no conjunto de municípios formado porCuritiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel,Guaratuba e Umuarama.
Na Usina Hidrelétrica de Capivara, localizada na região dePorto Capim, entre os municípios de Porecatu, no Paraná, e Taciba, em SãoPaulo, o nível está baixo e afeta o turismo e a pesca, mas ainda não trazprejuízos à geração de energia, segundo a CTG, que considera a situação “dentroda normalidade”. Na última terça-feira (19), informou o consórcio, o reservatóriooperava dentro dos limites estabelecidos pelos órgãos reguladores, na cota de325,16 metros, correspondente ao volume útil armazenado de 25,97%.
A usina de Capivara integra o (SIN) Sistema InterligadoNacional e sua operação é coordenada pelo ONS (Operador Nacional do SistemaElétrico), inclusive quanto ao controle da geração de energia e do nível doreservatório. A operação considera o uso múltiplo da água, fatores ambientais,a situação de armazenamento dos demais reservatórios do SIN e a demanda deenergia no país.
Em nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, a CTGBrasil informou que foram adotadas medidas para amenizar os efeitos negativosda estiagem prolongada sobre os reservatórios das usinas, sem especificar quaissão as medidas. A assessoria disse apenas que as ações foram definidas emreunião da Sala de Situação do Rio Paranapanema, coordenadas pela ANA (AgênciaNacional de Águas), com participação do ONS, da Aneel (Agência Nacional deEnergia Elétrica), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e demaisagentes, incluindo a CTG Brasil.
Levantamento do ONS indica que os reservatórios do Sul do país iniciaram o mês de maio com 14,6% de armazenamento e hoje estão com 14,9%, o que mostra uma manutenção dos níveis dos reservatórios da região. O órgão disse que acompanha, junto com a ANA, a situação da estiagem na Região Sul do país e faz a gestão dos reservatórios, com geração minimizada, sempre respeitando as vazões mínimas necessárias para o atendimento dos requisitos ambientais e de usos múltiplos da água. 
O ONS salientou que não há risco de desabastecimento de energia no País, pois o Sistema Interligado Nacional conta com diversas fontes de geração de energia, além das hidrelétricas, como as térmicas, eólicas e solares. Além disso, por ser um sistema interligado, realiza-se o intercâmbio de energia entre as regiões, de forma a assegurar o abastecimento.
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