Processo para privatização da Compagas inicia em 2021

DIÁRIO DOS CAMPOS (PR) | GERAL | 30/07/2020
“Enquanto paranaenses, devemos ter consciência que a privatização da Compagas é o que garantirá melhor oferta de preços à população e à indústria”. Com essa fala, o diretor-presidente da Compagas (Companhia Paranaense de Gás), Rafael Lamastra Jr., sintetizou o norte da distribuidora de gás canalizado para os próximos meses. Durante reunião virtual do Conselho Temático de Infraestrutura-MPP - do Movimento Pró-Paraná - na terça-feira (28), o executivo, que também é vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), traçou um cenário otimista para o gás natural no Paraná: em 2020, a previsão é de equilíbrio das contas da Companhia, já focando no processo de desestatização. “A cadeia de gás natural está em transição no Brasil, a começar pela Petrobras”, afi rmou Lamastra Jr., relembrando a venda de ativos da estatal. “Temos três grandes desafi os no setor, cuja efi cácia será potencializada pelas privatizações: a ampliação da rede de transporte, que praticamente em todo país não tem interiorização; a ampliação do número de supridores, que vai gerar o aumento da competitividade; e, talvez o mais importante, a redução de preço do produto como consequência direta dos objetivos anteriores”. O diretor-presidente da Compagas estima que a partir do início do próximo ano o processo de encaminhamento da privatização tenha início. A partir da renovação da concessão por parte do Governo do Paraná, a Copel – acionista majoritária – pode dar início à alienação de suas ações. Consultor em Infraestrutura e Logística da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Möhr avaliou como extremamente positiva a fala de Lamastra Jr. para o mercado. “É fundamental ter um gás barato”, disse. “Acreditamos nesses movimentos a partir de situações específi cas: a mudança na legislação; a modernização dos marcos; o mercado livre de energia; a nova concessão; e, também, a eventual privatização da Compagas”.

Equilíbrio em meio a revés econômico
O ano de 2020 tem sido desafi ador para a gestão da Compagas, destacou Lamastra Jr. O fechamento da unidade da Petrobras, em Araucária (PR), representou a perda de 30% do volume de gás distribuído da companhia paranaense. Posteriormente, a pandemia da Covid-19 representou uma queda de 33% no consumo de gás em todo o estado. Atualmente, o número se encontra ainda em défi cit, mas de 21%. Apesar disso, a projeção do ano é de fechar em equilíbrio. “A redução no consumo nos preocupa enquanto estado, porque isso signifi ca, diretamente, que a indústria está deixando de produzir ou, em alguns casos, fecharam defi nitivamente. O consumo de gás é um refl exo direto da crise”.

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