Sérgio Roxo
SÃO PAULO — Uma costura que envolveu o
governador Ratinho Jr. (PSD) durante o período de convenções partidárias mexeu com o cenário da eleição em Curitiba e facilitou o caminho para o
prefeito Rafael Greca (DEM) na disputa pela reeleição. Depois de firmada a composição, três dos principais adversários se retiraram da disputa.
O primeiro a desistir da candidatura foi Ney Leprevost (PSD), que na eleição passada enfrentou Greca no segundo turno numa disputa apertada, em que teve 46,75% dos votos válidos. O
governador o convidou para assumir a Secretaria de Justiça e Trabalho.
Para contemplar o partido de
Ratinho Jr. na chapa que tentará a reeleição, o vice de Greca, Eduardo Pimentel, já havia trocado o PSDB pelo PSD.
Quatro dias depois da desistência de Leprevost, foi a vez de o ex-
prefeito Luciano Ducci (PSB) anunciar a sua saída da eleição. A sua sigla fará parte da coligação do
prefeito, que conta também com o PP.
Com a mudança de cenário e o caminho mais favorável à reeleição do atual
prefeito, o ex-
prefeito Gustavo Fruet (PDT), o terceiro na disputa de 2016 quando tentava a reeleição, também decidiu abandonar a candidatura. O seu partido indicou como substituto um novato em disputas majoritárias: o deputado estadual Goura Nataraj, que é também cicloativista e professor de ioga.
Mas apesar das acomodações em torno da chapa do atual
prefeito, Curitiba terá neste ano o seu recorde de candidatos desde a democratização. Serão, no total, 16 nomes na disputa, o dobro do registrado há quatro anos.
Os partidos de esquerda, PT, PCdoB e PSOL, sairão separados; cada um terá o seu próprio representante na urna. O MDB, liderado no estado por Roberto Requião, lançou João Arruda, sobrinho do
ex-governador.
No campo da direita, o principal candidato é o deputado estadual Delegado Franschini (PSL), que terá apoio do PSDB. Ele já foi aliado do presidente Jair
Bolsonaro, mas no ano passado viu seu filho, o deputado federal Felipe Franschisn, ficar ao lado do presidente do partido, Luciano Bivar, quando houve o racha entre entre o clã presidencial e o comando da legenda.
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