Candidato é o que não falta

JORNAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO | GERAL | 21/09/2020
As eleições municipais de 2020 em Curitiba terão o maior número de candidatos a prefeito deste século. Serão 16 concorrentes ao cargo máximo da Capital paranaense, três a mais do que que 2004, o maior número registrado até então desde o início dos 2000. O total de candidatos deste ano também é de sete a mais do que os nove de 2016. O número ainda pode mudar, já que os partidos têm até dia 26 para registrar oficialmente os candidatos na Justiça Eleitoral, que tem até 26 de outubro para julgar os pedidos. A campanha começa no dia 27.
A pulverização foi confirmada mesmo após a desistência de quatro “pesos pesados” da disputa, em virtude do fim das coligações proporcionais para candidatos a vereador, o que obrigou os partidos a lançarem candidatos próprios à prefeito para impulsionar chapas às câmaras municipais. O pequeno PMB também retirou Fabiano Santos.
Baixas
Desistiram de concorrer alguns dos nomes considerados mais competitivos. Três deles por ação direta do governador Ratinho Júnior (PSD): os deputados federais Ney Leprevost (PSD), Luciano Ducci (PSB) e Luizão Goulart (Repub) abriram mão de suas candidaturas a pedido de Ratinho Jr, em benefício da chapa de reeleição do prefeito Rafael Greca (DEM). O PSD do governador indicou o atual vice de Greca, Eduardo Pimentel, que trocou o PSDB pelo partido do governador em abril. O quarto desistente foi o deputado federal e ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT), que saiu da disputa alegando falta de recursos para a campanha.
Quem pode enfrentar?
Com isso, aparecem como principais adversários de Greca os deputados estaduais Fernando Francischini (PSL), Goura (PDT) - que substituiu Fruet, além do ex-deputado federal João Arruda, escolhido em cima da hora como candidato do MDB.
O fator Marco Aurélio
Os principais escritórios de advocacia envolvidos com a Lava Jato monitoram os próximos movimentos no tabuleiro do STF. Há uma torcida para que o ministro Marco Aurélio Mello seja estimulado por alguns de seus pares para se transferir da Primeira para a Segunda Turma, no lugar de Celso de Mello, que se aposenta em novembro. Aurélio é o mais antigo da Primeira Turma, que lhe dá o direito de pedir migração. Em tese, ajudaria a diluir a ala punitiva da Segunda Turma, formada por Edson Fachin e Cármen Lúcia. E se juntaria a Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, como ele considerados de perfil garantista.
Militares
A implosão do programa Renda Brasil aconteceu mais devido a um movimento articulado com os ministros militares. A insistência com propostas de congelamento de aposentadorias e pensões para financiamento de auxílio emergencial ou do Renda Brasil tocou fundo na corporação mais sensível a esses temas. Militares também são contra o congelamento de salário-mínimo, seja por qual prazo for. No vídeo, Bolsonaro apontou inicialmente para aposentadorias e pensões como cláusulas pétreas de seu governo. O resto foi teatro.
Mais teatro
E aconteceu de novo: mais uma vez, em se tratando de Paulo Guedes, Bolsonaro dá mostras de que ainda não quer fritá-lo, embora como outros ex-ministros tenham usado a mesma frigideira. Chama a atenção do ministro, todo mundo aposta que “agora vai” e os dois reaparecem como em início de lua de mel. Depois de implodir com a história da Renda Brasil, no dia seguinte, Bolsonaro faz um discurso elogiando Guedes e sua equipe. Guedes, do seu lado, esboçava um sorriso. Alguns dizem que era amarelo.
Conselho
Em conversa com um senador, José Sarney disse que o governo deve parar com essa insistência de jogar a alta dos preços por conta do auxílio emergencial. “Até é verdade, mas não é isso que os pobres querem ouvir”, bradou o ex-presidente, do alto de seus 90 anos, lembrando os tempos dos “fiscais de Sarney”.
Em campo
São Paulo ainda discute com os organizadores do GP de Fórmula 1condições do novo contrato, o Rio de Janeiro já está de fora e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, entra na briga para abrigar a prova lá. O investimento não sai por menos de US$ 40 milhões (cerca de R$ 550 milhões).
Balões de ensaio
Deixando as conjecturas de lado, a cena prática do imbróglio da Renda Brasil indica que, com um pouco de tempo, o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, que veiculou a possibilidade de congelamento de aposentadorias, vai voar. Talvez ganhe um posto em alguma estatal. Bolsonaro não tolera medidas que ponha em risco sua popularidade. Tirar Waldery do poder agora significaria, contudo, um ataque a Guedes que tem se mostrado especialista em lançar balões de ensaio de projetos em andamento.
De onde tirar
As discussões sobre a “nova CPMF” e a Reforma Tributária têm muita semelhança com a novela da Renda Brasil: sem o novo imposto o Ministério da Economia não tem de onde tirar verbas para bancar reduções de tributos sobre a folha de pagamentos, proposta de Guedes. Se a questão for enterrada, o programa do ministro sofre novo esvaziamento. O presidente precisa de uma marca social e os militares são os primeiros a influenciá-lo sobre isso.
Peso para o governo
Se continuarem a avançar as queimadas no Pantanal, as pressões do setor econômico - da parte do agronegócio - sobre Bolsonaro se elevarão. E aí surge a difícil escolha: dobra a aposta no ministro Ricardo Salles, que executa uma agenda para o próprio presidente, ou rifá-lo, abrindo espaço para um ministro low profile, mesmo que muito afinado com o Planalto, como aconteceu na Educação.
Solução de onde?
Cresce a cada dia a expectativa de um posicionamento do governo brasileiros sobre a vacina russa contra o coronavírus. A publicação do primeiro estudo indicando eficácia da vacina soma-se agora a agressiva estratégia de marketing dos russos e o anúncio de cinco estados brasileiros que negociam a compra do produto. A Rússia vê no Brasil um ato estratégico para ganhar credibilidade e mercado. Só que ninguém sabe da resposta do presidente, mais ainda devido as suas relações com Donald Trump. E também não se sabe se a Anvisa fará mais testes para utilização da vacina.
O líder também
O líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR) foi alvo de uma operação do Ministério Público do Paraná com apoio da Polícia Civil. Os policiais cumpriram mandato de busca e apreensão em um escritório ligado ao parlamentar em Maringá. Os investigadores apuram um esquema de corrupção quando Barros era secretário do governo paranaense, na gestão do tucano Beto Richa. Barros disse a Bolsonaro que é inocente.
Novos tempos
A pandemia e o isolamento provocaram grande mudança no uso do sistema global de informação em residências. Pesquisa da Copp/ UFRJ revela que, após o isolamento, 20% dos usuários que praticamente não acessavam a internet nos dias de semana passaram a usá-la diariamente e - surpresa - numa média de 16 horas de conexão continua, no período entre 10h e 2h da madrugada. O tráfego médio desses usuários chegou a aumentar em oito vezes o uso da internet nos horários de pico.
Ainda o teto
Relatório de Acompanhamento de Instituição Fiscal Independente (IFI), somando às movimentações dos parlamentares e as incertezas - que permanecem - sobre interesse eleitorais de Bolsonaro deverão alimentar novo capítulo no debate sobre o teto dos gastos. Cada vez fica mais claro que para manter o teto - e inclusive, voltar a falar em Renda Brasil - será preciso cortar gastos e enfrentar interesses organizados, como as empresas que atuam com desoneração de tributos.
Também ela
Nem Michele Bolsonaro escapou dos cortes orçamentários. O programa Criança Feliz, simbolicamente coordenado pela primeira-dama perdeu cerca de R$ 100 milhões em verbas com os mais recentes ajustes no Orçamento feitos pela equipe econômica. Já faltam recursos até para bancar as visitas das assistentes sociais a gestantes e crianças inscritas no programa.
Na frente
Levantamento da Paraná Pesquisa de 20 de agosto apontou Russomano à frente de Bruno Covas (PSB) nos dois cenários possíveis. Bolsonaro já avisou que não entra no primeiro turno, mas no segundo provavelmente apoiará um dos candidatos. E não será Bruno Covas.
Colapso
Empresas de Brasília estão à beira do colapso e a capital corre riso de ficar sem ônibus. Alegam que a pandemia reduziu os passageiros à metade, fazendo-as acumular prejuízo de R$ 400 milhões e perder a capacidade de manter em duas salários e obrigações com fornecedores. E o governador Ibaneis Rocha pensa na Fórmula 1 no DF.
Curados
O mundo superior a marca de 30 milhões de casos de coronavírus, segundo o Worldometer, mas a melhor notícia é que 22 milhões já estão curados e 7,2 milhões manifestam apenas sintomas leves da doença.
Política
João Doria determinou a seus assessores que caprichem na divulgação dos testes da Coronavac, vacina contra Covid-19 que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã em parceria com a chinesa Sinouac Biotech. O objetivo não é outro se não fazer barulho na cola dos contratempos com os testes da vacina de Oxford, escolhida pelo governo federal para ser produzida na Fiocruz.
Manobra
O TCU está passando um pente fino nas cartilhas, anúncios publicitários e postagens em redes sociais feitos por municípios a pretexto de divulgar ações de combate ao Covid-19. O Tribunal de Contas investiga denúncias de que há prefeitos candidatos à reeleição se aproveitando de recursos repassados pela União para produzir propaganda política travestida de informes da área de saúde.
Agro na frente
O sul do Brasil lidera exportação de gado vivo: US$ 111 milhões em sete meses. Carca de 45 mil cabeças de gado já foram exportadas para países só neste ano por meio do Porto Grande.
No mundo árabe
A Al jazeera negocia a exibição do campeonato brasileiro para o mundo árabe. O meio de campo nas negociações é feito pela Global Sports Rights, que comprou os direitos de transmissão para TV aberta, fechada e streaming.
Frases


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