O HUB de Inteligência Artificial do
Senai trabalha com 50 empresas do
Paraná que querem implantar o recurso no processo de produção e gestão. O agronegócio é um dos setores beneficiados por esta tecnologia.
Em
Maringá, a Cocamar utiliza a visão computacional para a classificação de grãos. Uma câmera captura imagens de amostras de grãos de soja, armazenando informações e treinando um algoritmo para monitorar e padronizar a seleção automaticamente, segundo o gerente de Serviços de Inovação do Sistema Fiep, Felipe Couto.
“Então, se antes era feito com um ser humano olhando aquela enormidade de grãos, ele passou a ser feito através de uma câmera, então isso é uma aplicação de inteligência artificial na classificação de grão”, explica Couto
O mesmo processo desenvolvido para a seleção dos grãos pode ser aplicado em outros setores da cooperativa. Em três meses, a inteligência artificial é capaz de melhorar um sistema, desde que haja informação disponível. É com base em dados que o algoritmo aprende e cria padrões. As cooperativas têm bastante informação. Números coletados diariamente por uma série de funcionários. Um exemplo: a medição de umidade do grão.
“Existe todo um processo de medição do recebimento de grãos [
], ele é feito muitas vezes de forma manual. Então o que a gente fez foi levantar desvios dessas medidas, porque existe lá uma pessoa anotando, seja num software, ou até mesmo no papel, vendo qual é a medição de umidade daquele grão. E, se aquela medição, a gente consegue identificar desvios que podem indicar possíveis fraudes. Nenhuma cooperativa quer comprar água. Então, você consegue identificar numa grande massa de dados”, diz o gerente de Serviços de Inovação do Sistema Fiep.
Na seleção dos grãos, a inteligência artificial permite uma assertividade de 90%.
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