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Soja começa a ser exportada por Paranaguá

O PRESENTE (PR) | GERAL | 26/02/2021
Aos poucos, a safra de soja 2020/2021 chega ao Porto de Paranaguá. O movimento de caminhões que descarregam o produto nos terminais paranaenses se intensifica e deve chegar aos dois mil veículos por dia, a partir da semana que vem. A expectativa é receber cerca de dois milhões de toneladas no mês.
“Houve certo atraso devido às condições climáticas enfrentadas no campo, durante o plantio e o desenvolvimento da lavoura. Historicamente os meses de janeiro e fevereiro têm um movimento menor, então é um período que aproveitamos para realizar obras de manutenção na estrutura de escoamento”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
No dia 1º de fevereiro, apenas 221 caminhões passaram pelo Pátio de Triagem de Paranaguá. No dia 11, o movimento chegou a 793 veículos, mas foi só a partir do dia 14 que passou dos mil caminhões, chegando a mais de 1,7 mil. Este mês, cerca de 500 mil toneladas de soja chegaram para descarga nos terminais paranaenses.
“A tendência é que o movimento de chegada da soja se intensifique e o ano não deve ter muita folga para o escoamento dos graneis de exportação. Vamos trabalhar com o pátio girando na capacidade máxima pelos próximos de cinco a seis meses”, avalia André Maragliano, que representa a Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (Atexp).
CAMPO
Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a colheita no Paraná está em torno de 5% da área plantada (no ano passado, nesta época, a colheita era em torno de 30%). A previsão, atualmente, é de produção de uma safra de soja de cerca de 20,4 milhões de toneladas.
“Não só no Paraná, mas em quase todos os Estados produtores, a colheita está atrasada. Paraná, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, todos tiveram problemas climáticos que causaram atraso no plantio e, agora por último as chuvas do mês de janeiro vieram atrapalhar o início da colheita”, destaca Marcelo Garrido, economista do Deral.
Segundo ele, diante do atraso, a pressa para o escoamento é grande. “Quanto antes o produtor colher ele já encaminha, conforme o comprometido nos contratos assinados. Apesar do atraso, a produção será alta e a perspectiva do produtor é boa, até porque os preços se mantêm altos”, afirma Garrido.
Além da produção do Paraná, pelo Porto de Paranaguá são escoadas parte das produções de soja dos Estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
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