Arthur Lira convoca os governadores para formulação do OGU

TRIBUNA DO NORTE (RN) | POLÍTICA | 28/02/2021
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) afirmou que vai chamar todos os governadores para a formulação do Orçamento Geral da União. "Com o recrudescimento e nova onda da pandemia, quero chamar todos os governadores para contribuírem com sugestões na formulação do orçamento geral da União", escreveu Lira, em sua conta oficial do Twitter.
Créditos: Najara Araújo/Câmara dos DeputadosPresidente da Câmara, Arthur Lira quer ouvir os governadores sobre sugestões legislativas
Arthur Lira disse também que vai ouvir os governadores sobre sugestões legislativas emergenciais que possam ser adotadas para enfrentar os efeitos da covid-19, "respeitando o teto fiscal", destacou. "Neste momento em que inúmeros governadores estão tendo que tomar a difícil decisão do lockdown, é hora de contribuir, buscando novas alternativas e novas vias legais para, juntos, mitigarmos essa crise", concluiu o presidente da Câmara.
O crescimento da pandemia mobilizou Estados para tentar frear o avanço acelerado da covid-19. Vários governos decretaram nos últimos dias restrições de circulação de pessoas, principalmente no horário noturno, fechamento de estabelecimentos comerciais e até lockdown. Entre os mais restritivos estão Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal e Bahia, que vão fechar serviços não essenciais.
No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT) decreta toque de recolher entre as 22h e 6h; até o dia 10 de março. Em Natal, prefeito Álvaro Dias (PSDB) também decide publicar decreto determinando o fechamento da orla da capital a partir deste domingo (28), pelos próximos 15 dias. 
Com UTIs lotadas, o foco é evitar aglomerações e reduzir a transmissão do vírus no País, o que demora ao menos duas semanas, dizem especialistas. Boletim do Observatório Covid-19, da Fiocruz, aponta 17 capitais com ocupação de leitos de UTI de pelo menos 80%.
Na quarta-feira, o Brasil teve o maior número de mortes registradas em 24 horas, em um cenário de vacinação lenta. Especialistas temem piora do quadro nas próximas semanas e defendem ações mais rígidas para conter a doença - alguns pedem até lockdown (mais informações nesta página). Também preocupa a circulação de novas variantes do vírus, como a de Manaus, que estudos preliminares já mostraram ser mais contagiosa.
O governador Ibaneis Rocha (MDB), do DF, tornou mais rígida a quarentena duas vezes em menos de 24 horas. Anteontem, ele escreveu nas redes sociais que iria decretar lockdown, a partir de segunda, das 20 às 5 horas. Ontem, publicou decreto mais rígido, que prevê fechar serviços não essenciais o dia todo, a partir de domingo. Podem abrir em Brasília farmácias e supermercados, por exemplo. Cultos e missas foram dispensados do lockdown.
No Paraná e no Rio Grande do Sul, a proibição de atividades não essenciais começa hoje e vai até 8 de março. A fila geral por leitos em hospitais paranaenses, por exemplo, era de 578 pessoas ontem. Em Porto Alegre, cinco hospitais - Moinhos de Vento, Vila Nova, São Lucas (PUC), Restinga e Santa Ana - tinham lotação igual ou maior do que 100%. O governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), pediu a adesão de gestores e cidadãos. Já o prefeito da capital, Sebastião Melo (MDB), criticou o fechamento total. O presidente Jair Bolsonaro também tem sido forte opositor. No interior, Gramado montou barreiras sanitárias para evitar turistas.
Santa Catarina e Bahia, por sua vez, apostaram em lockdown mais curto. O governo baiano proibiu lojas, shoppings, bares e restaurantes por dois dias, desde ontem à noite. Já Santa Catarina, com lotação de UTIs no nível de 95%, colocou todo o Estado em lockdown nos próximos dois fins de semana. Mais de cem pessoas aguardavam vaga na terapia intensiva ontem, segundo apurou a reportagem com secretários municipais. A Secretaria Estadual da Saúde não comentou.


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