Entrevista com o diretor-geral do Complexo Hospital do Trabalhador, Geci Labres Souza
CBN (CURITIBA) (PR)
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| 26/02/2021
CBN Curitiba edição da tarde a apresentação Mayra Gióia. Retornando com o CBN Curitiba edição da tarde desta sexta feira a gente começa essa próxima hora do jornal conversando ao vivo com o doutor Geci Labre Souza ele que é o diretor geral do complexo hospital do trabalhador tudo certo dentro do possível o doutor Geci? Boa tarde. Boa tarde Mayra e a todos os ouvintes. É não sei se posso dizer que está tudo certo. Mas na medida do possível estamos trabalhando muito. É eu lembro que a gente conversou aqui nos últimos meses principalmente lá no começo da pandemia e agora praticamente um ano depois parece que a gente parece não voltamos doutor Geci aquele cenário de restrições é lá do começo da pandemia e esse cenário é ocorreu o senhor que está aí diretamente lidando com essa situação por qual motivo hein? É eu devo acreditar que por uma soma de motivo. O primeiro deles é de que efetivamente a gente identifica que a população cansou. Uma doença que se propagava a princípio para durar poucos meses nós estamos fazendo um ano de pandemia. É a segunda situação e é a essa questão toda ligada a vacina demora na aquisição a dificuldade na aquisição é alguns acreditam alguns não portanto essa ferramenta que seria a única pra nos nos proteger ainda não se efetivou. E e finalmente a questão de nova cepa de vírus. Não há dúvida que nós estamos enfrentando comparado com o ano anterior que achamos que era o pico maior não era verdade estamos enfrentando neste momento até pelas posições que foram colocadas hoje pelo governador uma situação pandemica mais grave do que o ano passado o pico de hoje estado maior do que um ano atrás. Doutor Geci qual é a situação hoje do complexo hospital do trabalhador? É número de leitos né exclusivos pra covid 19 está com cem por cento de ocupação, UTI como está a situação? Isto, então o complexo formado por um conjunto de hospitais e nós temos então setenta e dois leitos de terapia intensiva exclusivas para covid. Eu não estou colocando nesta conta leitos para o trauma que também estão lotados. Todos os setenta e dois leitos neste momento estão ocupados com pacientes gravíssimas. Nós temos ainda um conjunto aqui em Curitiba na nas suas unidades que compõem o complexo de quarenta e cinco leitos de vagas de isolamento respiratório eu tenho nesse exato momento apenas uma vaga de isolamento respiratório que são pacientes que ainda não estão em nível de UTI mas estão precisando ficar internados que já depende do oxigênio. Doutor Geci o senhor citou é que esse setenta e dois leitos de UTIs exclusivos pra covid eles estão ocupados com pacientes gravíssimos esses pacientes é seria interessante a gente esclarecer pra nossa audiência pros nossos ouvintes esses pacientes chegaram há quanto tempo no hospital? qual tem sido uma rotina? quem são essas pessoas? Se nós tínhamos o ano passado uma característica muito clara de somente praticamente idosos um quadro que evoluia de forma oscilando entre e longa nós estamos tendo agora um mix deste público que tinham o ano passado mas somados a jovens com uma evolução rápida e curta e infelizmente com mortalidade entre jovens. Perdemos aqui jovens de vinte nove anos, trinta e cinco anos de idade que já não ficaram tanto tempo em ventilação mecânica como estamos vendo o ano passado. É infelizmente mudou um pouco a característica da doença e informar aos ouvintes que realmente a situação é bem o descontrole e é por isso que atitudes mais duras foram tomadas a data de hoje. E eu espero sinceramente como dirigente da área da saúde que as pessoas respeitem a o isolamento os cuidados porque a frouxidão que nos pareceu que a doença já tinha passado nos levou a esse estado de praticamente descontrole da pandemia. Portanto vou até reforçar aqui o senhor não tem hoje um leito pra atender um paciente na UTI com covid 19? Neste momento nenhum leito disponível. E não há perspectiva né de que os pacientes que hoje ocupam os leitos recebam alta da UTI? Infelizmente nós não temos nenhuma perspectiva de que nas próximas vinte quatro horas faleceram de dois a quatro pacientes. Nossa doutor Geci. O índice de mortalidade nas UTIs covid em pacientes críticos é em torno de trinta por cento Maira. E nós temos pouca terapêutica oferecer. É difícil até reconhecer isso mas as pessoas tem que nos ouvir não é uma doença de brincadeira uma doença extremamente grave letal e que está cometendo nossa população é e nós temos aqui evidenciar o sofrimento dessas famílias que perdem o seu ente querido. É existe uma reunião né é que o senhor deve realizar com a secretaria municipal da saúde uma reunião emergencial para tratar o assunto? Houve uma reunião agora que terminou minutos atrás com a secretária municipal de Saúde dando conta de que o município de Curitiba apoia às decisões do governo do estado e que estão sendo suspensas todas as cirurgias seletivas por por um período não é que vai ser reavaliado dentro de alguns dias. É e ela coloca a situação de que todos é estão no limite as unidades todas hospitalares fazendo o seu máximo. E que ela espera que essa redução da circulação de pessoas é nos dê a condição de assumir a governo a governabilidade do número de casos novamente. Porque não havendo este controle do número de casos não haverá leitos suficientes ara absorver os pacientes. Doutor Geci quando esses pacientes é chegam para atendimento o senhor que lida com eles o que que eles contam são pessoas que sabem como contraíram uma doença? É é uma doença que na maioria das vezes a pessoa ela não tem noção da onde pegou exceto naqueles casos em que um familiar ficou doente primeiro e deu positivo e aí ele teve contato com aquele familiar tipo festas, tipo encontros de família esse tipo de coisa. Mas aquele que pega o ônibus que pega no do trajeto que pega na empresa onde tem muita gente as e fica sem saber aonde exatamente pegou. A transmissibilidade da doença nos parecem ter aumentado aumentado porque essa cepa de vírus que não está atingindo neste momento ela tem uma transmissibilidade maior é o que a literatura mostra é e um perfil de agudização mais rápido também. Doutor Geci o hospital do trabalhador na gente sabe é um dos principais hospitais que atendem trauma aqui na nossa cidade né então eu queria que o senhor reforçasse o qual eu como é importante que as pessoas deixam de circular pra que não ocorram acidentes e com isso acaba o que acaba sobrecarregando né o hospital do trabalhador. É nós somos o maior pronto socorro do estado do Paraná Maira e está tudo cheio. Nós temos por volta de 30 leitos para a traumatologia e toda oculpada. Não só em acidente de trânsito é a questão da violência interpessoal mas infelizmente nós temos acometido de acidentes domésticos, pessoa vai subir a escada para arrumar telha cai quebra a perna. A pessoa sobe no telhado para arrumar a antena escorrega é a pessoa está lavando a calçada escorrega e cai o idoso. Então assim não deixou de acontecer as outras coisas e por isso nós temos um mix atendimento e não deixou de acontecer na nossa maternidade os nascimentos. Então o hospital está tudo lotado e e eu quero dividir a maior angústia, se algumas categorias tiveram a possibilidade de fazer home office, tiveram alguns que puderam ficar em algum tempo na sua casa e cansaram disso os profissionais de saúde Maira não tiveram nada. Nem Natal nem ano novo. Eles estão exaustos emocionalmente e fisicamente. Então é quase que um pedido é de ajuda. A população tem que nos ouvir a população tem que se cuidar. Nós não podemos zelar por aquele que não se cuida e nós estamos sendo vítimas de alguns deles. Aqueles que são incrédulos aqueles que não acreditam na doença é os números mostram e nenhuma outra doença matou tanto quanto essa. Então é eu tenho visto aqui profissionais exaustos e a pergunta não dá pra aumentar mais leitos? Não há condição de equipe pra fazer isso ninguém mais quer trabalhar mas não aguentam mais. O senhor fez um pedido doutor Geci e saiba que nós aqui equipe de jornalismo da CBN Curitiba não vai cansar sempre de abrir o microfone pra esse tipo de pedido e continuar aqui alertando a população é do que está acontecendo até por isso que a gente conversa agora com o senhor pra mostrar é qual é a situação dos hospitais aqui da nossa cidade. Microfone sempre ligado aqui muito obrigado por ter atendido mais uma vez aqui durante em meio à pandemia é ter parado aí o seu trabalho pra fazer esse alerta que durante a nossa programação doutor Geci. Olha e eu que agradeço Maira, toda a equipe da CBN e aos ouvintes por me ouvir é espero que a gente tenha esclarecido alguns pontos de dúvida aqueles quando chegar o momento e queiram se vacinar é importante você não deixa um filho se vacinar contra uma doença. Essa doença é grave é uma doença crítica que a gente sabe como começa e não sabe como termina eu espero que a vacina chegue logo para dar um descanso a todos nós que todos estão muito cansados. E eu sinceramente desejo que Deus proteja nossa população no sentido de evitar tantas perdas aí pra frente tá tenho uma boa final de semana. Muito obrigada doutor Geci até a próxima ótimo trabalho. Doutor Geci Labre Souza, diretor geral do complexo hospitalar do hospital do trabalhador melhor dizendo que envolve né o hospital do trabalhador hospital de reabilitação e também o hospital regional da Lapa e o hospital de infectologia e retaguarda clínica. Bom, depois dessa também precisam respirar ouvinte intervalo.