Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia mostram que foi um maio de bons resultados nas vendas para fora do país e de recuperação de alguns segmentos fundamentais da indústria paranaense. O estado exportou no mês pouco mais de US$1,9 bilhão e importou cerca de US$ 1,5 bilhão. Com isso, o saldo da balança comercial do
Paraná em maio foi de mais de US$ 384 milhões.
Foi o melhor resultado das exportações paranaenses no mês desde 2012, quando o estado negociou US$ 2 bilhões. Segundo a Federação das Indústrias, outros dois indicadores confirmam o momento positivo: o crescimento acumulado de janeiro a maio, de 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado e o aumento de 42% em relação a abril. Apesar dos números, o estado ficou na sexta posição no ranking nacional, com 7,7% do total exportado pelo país, de US$ 27 bilhões.
Para o economista da
Federação das Indústrias do Paraná,
Marcelo Alves, a explicação para o resultado positivo das exportações paranaenses está no bom desempenho de alguns setores fundamentais para a indústria. E o nosso principal produto vendido para fora é a soja. Foram US$ 811 milhões ou 42% do total. Depois a carne. Outro exemplo, diz ele, é o segmento de material de transporte.
Outro setor chave para as exportações paranaenses é o automotivo, que durante 2020 teve um forte impacto da pandemia e agora triplicou as vendas, saindo de US$ 49 milhões, em maio do ano passado, para US$ 152 milhões. O economista da
Fiep diz ainda que, apesar das paralisações na produção de algumas montadoras, o segmento vem em recuperação e os números revelam isso nos últimos meses. Mas, mesmo assim, explica
Marcelo Alves, o momento é de atenção.
Os principais compradores dos produtos paranaenses são a China, com 33% de tudo que o estado exportou em maio, mais de US$ 638 milhões, e os Estados Unidos, com 8% do total. Além de ser o maior cliente da cadeia da soja, com 64% do total, a China também comprou 20% de toda a carne vendida pelo
Paraná em maio.
Na pauta de importações o maior destaque é para adubos e fertilizantes usados no agronegócio. Mas, o economista avalia ainda que a participação de alguns produtos utilizados na indústria automotiva têm sinalizado que o setor vem registrando uma melhora e pode estar apostando numa retomada da produção.
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