No dia 21 de maio, o governador Ratinho Junior fez um anúncio que todo setor produtivo aguardava havia meses: o Ministério da Infraestrutura iria alterar o projeto de concessão das rodovias do
Paraná para adequar ao modelo defendido pelo Estado (e por todo setor produtivo), pautando- -se pela menor tarifa (sem teto para desconto). Na ocasião, o governador fez questão de enaltecer o empenho do setor produtivo e da Frente Parlamentar do
Pedágio, da Assembleia Legislativa, que insistiram durante meses para que projeto fosse alterado. E disse também que o novo projeto seria debatido e apresentado novamente para a população em 30 dias. O prazo termina em uma semana. Contudo, apesar do empenho, as entidades organizadas seguem fora da discussão, centralizada entre os governos federal e estadual. O presidente do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), Rainer Zielasko, explica que as entidades terão de aguardar a apresentação da nova proposta para conhecer as definições da remodelagem, pois o setor produtivo não foi chamado novamente para participar do debate. “Veio o primeiro projeto, foi questionada a outorga. Depois de muita discussão, o ministro da Infraestrutura [Tarcísio Gomes] e o governador Ratinho Junior vieram discutir o projeto. Definiu. Optou-se pelo modelo com o maior desconto, contudo, esse é apenas um tópico, precisamos debater outras coisas. Como vai ficar a questão das praças, quantas serão? Qual serão as localizações? Vai ter caução? Como vai ser a caução? Se o valor for muito elevado, vai obstar o desconto? De quanto vai ser o degrau tarifário? Vão manter os seis lotes?”, questiona. E segue: “Nós defendemos que o interessante seria montar um grupo para discutir melhor o projeto, incluindo a
Fiep, o G7, as entidades regionais e isso não aconteceu. Agora, é esperar vir o novo projeto remodelado para verificar como ficará o modelo.” A falta de diálogo com o setor produtivo e a Frente Parlamentar poderá atrasar ainda mais o leilão. Segundo Zielasko, o setor produtivo vai analisar as minúcias do novo projeto e, por conta disso, o tempo de planejamento poderá aumentar. Vale lembrar que os atuais contratos se encerram em 27 de novembro deste ano e o governo federal já planejava que o leilão só ocorresse no primeiro trimestre de 2022. “Estamos preocupados com o tempo, mas o prudente é analisar todos os tópicos do projeto, discutir para ter um valor justo que caiba no bolso do usuário. Provavelmente, não vai dar tempo de fazer até novembro. Se for assim, o DER vai ter que assumir as praças e cobrar uma tarifa de manutenção até a licitação”.
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