C. Mourão enfrenta nova epidemia de dengue. Prefeito decreta calamidade pública

SAÚDE Situação de 2019, quando a cidade enfrentou a pior epidemia de dengue da história, é iminente

TRIBUNA DO INTERIOR (PR) | GERAL | 21/04/2022
O que a Saúde mais temia aconteceu. Campo Mourão está novamente em situação de epidemia de dengue. O mesmo ocorreu em 2019, quando a cidade enfrentou a pior fase da doença. Foram registrados na ocasião, 1.169 moradores infectados pelo vírus. O cenário aconteceu também em toda a região, que teve no período, 14 mortes e mais de 15 mil confi rmações. O prefeito Tauillo Tezelli (Cidadania) publicou nessa quarta-feira (20), um decreto declarando estado de calamidade pública no município em decorrência da infestação da doença. Atualmente, o município tem 308 casos confi rmados de dengue, conforme dados divulgados na manhã desta quarta-feira (20), pela Assessoria de Comunicação da prefeitura, com base em dados da Vigilância Epidemiológica. Epidemia é a manifestação coletiva de uma doença que rapidamente se espalha, por contágio direto ou indireto, até atingir um grande número de pessoas em um determinado território e que depois se extingue após um período. Este status é declarado quando há confi rmação de 300 casos por 100 mil habitantes. “Pelo aumento no número de casos a cada semana a gente já previa que entraríamos em situação de epidemia ainda no mês Um gravíssimo acidente na noite dessa terça-feira (19), na rodovia PR-158, entre Campo Mourão e Peabiru, deixou pelo menos três mulheres, ocupantes de um Ford Ka, feridas. O carro em que elas estavam foi violentamente atingido na traseira por uma SUV Toyota Hilux SW4. As ocupantes do Ka são da mesma família. O carro tem placas de Campo Mourão. O acidente ocorreu próximo ao Posto Corujão. O plantão da TRIBUNA acompanhou a ocorrência. Apurou que o motorista da Hilux transitava sentido Campo Mourão a Peabiru, quando colidiu na traseira do Ford Ka, cuja condutora, de abril. Infelizmente não estamos tendo a devida colaboração de boa parte da população, mesmo com todo o trabalho de campo e campanhas de orientação”, lamentou o secretário municipal de Saúde, Sérgio Henrique dos Santos, em nota encaminhada pela imprensa ofi cial do município. De acordo com o secretário, a UPA tem fi cado lotada nas últimas semanas, o que aumenta o tempo de espera, assim como nos hospitais lotados e unidades de saúde. “O poder público não tem como dar conta se cada um não fi zer sua parte”, reforça o secretário, ao lembrar que o mosquito Aedes aegypti se desenvolve na água parada. Santos, aliás, já temia há cerca de dois meses, quando começaram a aumentar as confirmações de casos, uma nova epidemia de dengue. De acordo com a Saúde, as equipes de endemias têm realizado uma série de ações de combate a dengue, especialmente nos bairros com maiores índices de infestação. Além de eliminação de focos, os agentes notifi cam moradores reincidentes, que têm prazo para tomarem providências, caso contrário serão multados. Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) também declarou situação de epidemia de dengue no Paraná devido ao aumento do número de casos. De agosto de 2021 até o momento, o Estado contabiliza mais de 80 mil notifi cações e cinco mortes pela doença. O boletim divulgado na terça-feira (19) registra 14.964 novas notifi cações em relação à semana anterior. “Em cada boletim semanal os números apontavam para este desfecho. Apesar do nosso constante monitoramento, por parte da Vigilância Ambiental, os números subiram e agora precisamos reverter a situação. Não queremos que os casos aumentem e, principalmente, que ocorram novos óbitos”, informou a Sesa. De acordo com a Sesa, os números do boletim semanal da dengue mostram que os casos prováveis e confi rmados estão acima do esperado para o período epidemiológico – por isso a confi guração de um cenário epidêmico. São 80.004 casos notifi cados, 14.964 a mais em relação à semana anterior. Os dados são do 34º Informe Epidemiológico, do atual período sazonal da doença, que iniciou em 1º de agosto e segue até julho de 2022. O documento informa ainda que 365 municípios possuem casos notifi cados, sendo que 287 tiveram confi rmações. Em uma semana foi registrado o aumento de 39,86% nos casos confirmados, passando de 16.560 para 23.161, sem registro de novos óbitos. Entre 2019 e 2020, o Paraná enfrentou uma das piores epidemias de dengue da sua história, desde que começou a ser monitorada, em 1991. Naquele período foram registrados 227.724 casos confi rmados da doença, com 177 mortes. Até então, o pior período havia sido entre 2015 e 2016, com pouco mais de 56 mil casos e 61 mortes. A transmissão da dengue acontece através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que provoca sintomas como dor nas articulações, no corpo, na cabeça, náuseas, febre acima de 39ºC e manchas vermelhas no corpo. As picadas pelo mosquito da dengue acontecem geralmente nas primeiras horas da manhã ou no fi nal da tarde, especialmente na região das pernas, tornozelos ou pés. Além disso, a sua picada é mais comum durante o verão, sendo por isso recomendado usar repelentes no corpo e inseticidas na casa, para proteção. DICAS DE PREVENÇÃO * Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado; * Retirar água dos pratos de plantas; * Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo; * Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água; * Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas, sacolas plásticas, entre outros.

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