Os problemas constantes na principal rodovia que leva ao litoral do
Paraná, a BR-
277, preocupam o setor produtivo. No início do ano, o escoamento da safra de verão foi comprometido. Grande parte, que iria via
Porto de Paranaguá, foi enviada para Santa Catarina e São Paulo. Agora a questão é. Como será com a Safra 2023 / 2024.
O presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette afirma que, mesmo com a licitação do lote 1 do novo modelo do
pedágio, é provável que não haja tempo hábil para garantir que esses episódios não se repitam na próxima temporada.
As condições devem ser mais favoráveis somente a partir do terceiro ano de concessão, ou seja 2026, quando - considerando o cenário mais positivo - devem ser iniciadas obras de duplicação, implantação de novas faixas e outras intervenções.
Coronel Sérgio Malucelli, presidente do Sistema FETRANSPAR também fala sobre a preocupação com os problemas das rodovias, em especial a BR
277.
Em dezembro do ano passado a FAEP encomendou um estudo que mostra que os recentes incidentes geológicos registrados na rodovia BR-
277 e na Estrada da Graciosa, que provocaram a interdição das vias, poderiam ter sido evitados, e seus impactos minimizados, se houvesse um serviço de monitoramento geológico, análise dos riscos e planejamento. De acordo com o relatório,
algumas obras que já estavam sendo realizadas podem ter agravado a situação e contribuído para os
deslizamentos.
No dia 12 de maio, o governo federal lançou o edital para a concessão do primeiro lote de
rodovias do Paraná à iniciativa privada. Se o cronograma for seguido à risca, sem atrasos, a expectativa é de que a empresa vencedora do certame comece a operar no fim de 2023. Ainda não há previsão quanto aos outros lotes.
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