Coluna do Broadcast

O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) | ECONOMIA & NEGÓCIOS | 30/05/2023
Logística lidera captação de fundos imobiliários
Acaptação de recursos pela indústria de fundos de investimentos imobiliários (FII) de tijolos está começando a ganhar corpo após um ciclo pouco movimentado por conta dos juros altos no País. Nesta retomada, os fundos de logística devem sobressair em relação às outras categorias de imóveis, segundo gestores. A injeção de recursos vai movimentar o desenvolvimento de novos projetos, bem como a compra e venda de imóveis já em operação. O BTG Pactual realizou neste mês a oferta pública inicial do seu novo fundo voltado para o setor de logística, buscando uma captação de R$ 500 milhões. A oferta teve uma procura tão elevada de investidores que foi encerrada em apenas seis horas após a abertura, segundo fontes.

Amazon e JSL estão entre os inquilinos
O dinheiro levantado pelo fundo do BTG irá para a compra de galpões da Log Commercial Properties, empresa da família Menin. As unidades ficam em Fortaleza, Goiânia e Recife e estão totalmente ocupadas. Entres as inquilinas aparecem Amazon, Casas Bahia, Diageo e JSL, entre outras.

Credit Suisse vai captar R$ 1,5 bilhão
O Credit Suisse deu largada a uma emissão de cotas do FII CSHG Logística (HGLG11) visando à captação de R$ 1,5 bilhão. Se confirmada, a transação será a maior do setor imobiliário no ano. O dinheiro irá para a compra de quatro galpões, que compõem o portfólio inteiro de outro fundo, o GTIS Brazil Logistics.

• FILÉ.
Os quatro imóveis que serão adquiridos estão situados na região metropolitana de São Paulo (Embu, Barueri e Cajamar), áreas consideradas o filé para esse tipo de negócio, que requer proximidade com a capital e rodovias para escoamento de mercadorias.

• MAIS UM.
A Cy Capital, gestora de recursos da Cyrela, abrirá em breve a captação de um segundo fundo cujos recursos serão destinados a quatro novos galpões logísticos. O racional por trás do novo investimentos é que o setor ainda tem uma demanda saudável mesmo após tantos anos seguidos de crescimento.

• POTENCIAL.
A explicação para a logística estar puxando a retomada da captação da indústria de FIIs de tijolos é simples: há uma demanda robusta por este tipo de imóvel, principalmente para atender as empresas que atuam no comércio eletrônico e na distribuição de mercadorias. O resultado é que esses imóveis estão cheios de inquilinos e com preços de aluguel em alta.

• SÓCIOS.
O BTG decidiu dar um passo a mais no seu esforço de apoio às startups, com uma dose extra de risco. Por meio do boostLAB, tradicional programa de potencialização aos negócios iniciantes, o banco passará agora a investir nas empresas escolhidas. Os aportes serão de até R$ 1,5 milhão por startup.

• MUDOU.
Até então, o apoio se dava principalmente por meio de mentorias e treinamentos. Embora fosse comum que os negócios apoiados também se tornassem fornecedores do banco, não havia o compromisso de investimento, embora isso pudesse ocorrer de forma esporádica.

• ’DREAM TEAM’.
Entre as seis selecionadas deste ano estão empresas ligadas às áreas de inteligência artificial e de experiência do consumidor. São elas: Data Rudder, ElloX, Fluid, LastLink, Streamshop e Turivius. A seleção atual é a primeira no novo formato e teve número recorde de inscritos (539 startups).

• JUNTOS.
“Com os aportes, vamos trabalhar ainda mais para que as startups sejam bem-sucedidas, afinal somos sócios do negócio e acreditamos fortemente na tecnologia que estão desenvolvendo”, afirmou Pedro Compani, do boostLAB. “Agora, vamos ‘cobrar’ o pedágio do programa.”

• INVESTIMENTOS.
A empresa de projetos de geração distribuída Emana Energia prevê iniciar no mês que vem a construção de sua primeira usina solar na Bahia, de 3,7 megawatts-pico (Mwp), num investimento de R$ 20 milhões. A empresa ainda deve, nos próximos meses, iniciar obras em mais dois parques, na Bahia e em Pernambuco, que devem exigir adicionais R$ 28 milhões em investimentos.

Sobe - Reservas de liquidez do Brasil voltam a bater R$ 1 tri
A reserva de liquidez do Brasil voltou ao patamar de R$ 1 trilhão. O aumento, em termos nominais, foi de 8,19% em relação aos R$ 973,6 bilhões de março. No fim de abril, o colchão de liquidez era suficiente para honrar 8,55 meses de vencimentos de títulos, contra 9,22 meses em março. O valor serve de termômetro para saber se o País tem recursos para pagar os investidores ou precisará recorrer rapidamente ao mercado para reforçar o caixa.

Desce - Lira turca atinge menor cotação em relação ao dólar
A cotação da lira turca renovou a mínima histórica em relação ao dólar, após a reeleição do presidente Recep Erdogan. A empresa de pesquisa econômica independente Capital Economics avaliou que a reeleição manterá distorções econômicas e políticas, o que tende a manter a desvalorização da moeda ao afastar investidores estrangeiros do país. Para a Capital, esse cenário deverá fazer com que moeda acumule queda de 25% este ano.

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