Brasília-DF

CORREIO BRAZILIENSE (DF) | COLUNAS | 07/04/2024
Janela estreita
O governo tem pouco tempo para tentar levar adiante as propostas econômicas ainda neste mandato. É que, depois da eleição municipal, as duas Casas cuidarão da disputa interna, para presidentes da Câmara e do Senado. E, pelo andar da carruagem, as cotoveladas virão. Há quem diga que, se esse caldo desandar, até 2025 será um ano perdido
Por falar em desandar... O PT quer fazer o enfrentamento da agenda de costumes ainda neste mandato. Só tem um probleminha: não tem maioria hoje para isso no parlamento. Se entrar nessas pautas, o risco de derrota é grande, como já ocorreu com o projeto das saidinhas.
Sem unanimidade Se depender do MDB, a proposta de criminalização do porte de maconha corre o risco de ser derrotada. É que o senador Marcelo Castro, médico, já avisou à legenda que considera o projeto um retrocess
Hora do balanço Os partidos fecharam o grid de largada para as eleições municipais. E a contar pelas conversas de deputados, aqueles que mais cresceram foram os partidos de centro. Isso porque serão governo em qualquer situação no futuro.
Tudo na sua hora
Apesar das brigas internas no governo, o presidente Lula não pretende promover mudanças no primeiro escalão antes das eleições municipais. A avaliação geral é a de que qualquer alteração agora aumentaria a tensão entre os partidos aliados e o PT. Para deixar o ambiente sob estresse, bastam as cotoveladas que virão ao longo do processo eleitoral. Em São Paulo, por exemplo, a disputa envolve o PSol/PT, com Guilherme Boulos e Marta Suplicy, o PSB, com Tabata Amaral, e o MDB, com Ricardo Nunes. E todos os partidos desses personagens integram o governo federal. Em tempo: no caso de Boulos e Tabata, Lula e Geraldo Alckmin têm um jogo combinado, sabem que as caneladas serão normais no processo eleitoral. Já com o MDB, a disputa é ferrenha, até porque o PT atribui ao MDB de Michel Temer e Baleia Rossi as agruras que resultaram no impeachment de Dilma Rousseff.
CURTIDAS
A hora dela?/ Quem tem acompanhado as andanças de Michelle Bolsonaro como garota-propaganda do PL, em especial junto ao eleitorado evangélico, sai com a seguinte avaliação: se Jair Bolsonaro for preso, ela é que deve ser a candidata. Tem fila, mas.../ Michelle não tem experiência política e nunca concorreu a um mandato federal. Há outros nomes mais tarimbados, como o do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Porém, a ex-primeira-dama é vista como quem mais aglutina os votos que já foram dados marido. E o Moro, hein?/ O senador pelo Paraná vai sair vitorioso em Curitiba, mas a guerra continuará nos tribunais superiores, onde ele não tem maioria e o futuro é incerto. Igualdade na Caixa/ A Caixa Econômica Federal mudou muito desde a gestão de Pedro Guimarães, acusado de assédio. Depois dos espaços criados especialmente para o atendimento às mulheres na gestão de Daniella Marques, ainda no governo Bolsonaro, o banco planeja agora incluir a igualdade de gênero no seu estatuto

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