Cresce 22% o número de atendimentos de adolescentes pelo SUS no Paraná

O PARANÁ (PR) | POLÍTICA | 30/10/2024
Curitiba – A atenção integral e atendimento acolhedor contribuíram para o aumento do número de adolescentes que buscam o SUS (Sistema Único de Saúde) no Paraná. A quantidade de pessoas com idade entre 10 e 19 anos atendidas na rede de Atenção Primária nos municípios vem crescendo desde o ano passado, segundo dados da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde). De janeiro a agosto deste ano foram registrados 461.346 mil atendimentos de pessoas nesta faixa etária, o que representa uma alta de 22% em relação ao mesmo período de 2023, que fechou com 377.676 atendimentos. Neste ano, a média mensal é de 10.459 atendimentos a mais do que no mesmo período do ano passado. Para o secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, é fundamental que o profissional da saúde estabeleça laços de confiança com os adolescentes, tratando todos com respeito e imparcialidade, valorizando suas opiniões e sentimentos. “O ambiente seguro e acolhedor traz o adolescente para mais perto, fazendo com que eles se sintam mais à vontade para expressar suas preocupações, dúvidas e inseguranças”, analisou Neves. Ele lembrou ainda que a Sesa dedica uma atenção especial a este grupo, tanto no atendimento à saúde física e mental, como na promoção de uma vida saudável. Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, da população total do Paraná, que tem ao todo 11,8 milhões de habitantes, cerca de 1,5 milhão são desta faixa etária. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Lopes, afirmou que a Sesa está sempre vigilante e atenta à realidade deste público, reforçando a necessidade de uma atenção integral. “Temos muitos desafios, mas as equipes da Sesa trabalham em várias frentes, desde a alimentação, tabagismo, doenças transmissíveis, e a saúde sexual e reprodutiva como um todo. Queremos que nossos jovens adolescentes entrem na fase adulta mais saudáveis e preparados”, reforçou. ATENDIMENTOS Segundo os dados da Sesa nos primeiros oito meses deste ano, o atendimento de pessoas desta faixa etária foi maior na puericultura, área da pediatria que monitora o crescimento e desenvolvimento da infância e adolescência, que concentrou o maior número de atendimentos e, na sequência estão os atendimentos relativos à saúde mental e ao pré-natal. Atendimentos para dengue, reabilitação, saúde sexual e reprodutiva também tiveram peso nas condições avaliadas. Para a Sesa, a falta dos pais ou responsáveis não deve ser um impedimento para que o adolescente busque atendimento na Unidade de Saúde, seja para agendar uma consulta ou receber atendimento direto. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura esse direito dos 12 aos 18 anos. Além disso, a Sesa recomenda às equipes de saúde que acolham e atendam os adolescentes conforme suas demandas, respeitando os princípios de confidencialidade, privacidade e sigilo. O Conselho Tutelar deve ser notificado caso os profissionais avaliem que o adolescente esteja em situação de risco, assim como devem estimular a participação dos pais ou responsáveis no acompanhamento.

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