Governador que mais fez
prefeitos nas eleições municipais deste ano,
Ratinho Junior defende que o seu partido, o PSD, deve ser protagonista da corrida presidencial em 2026. No
Paraná, seus correligionários vão comandar 164 das 399
prefeituras, incluindo a da capital, Curitiba, onde o seu apoio foi fundamental para a vitória de Eduardo Pimentel no segundo turno.
“Eu penso que um partido do tamanho do PSD, que já vinha em uma crescente pela gestão do presidente Gilberto Kassab, tem que ser protagonista, não dá para ser sublegenda de ninguém”, diz
Ratinho Junior, em entrevista ao Valor.
Questionado sobre se pretende apresentar seu nome como candidato à Presidência, ele afirma que isso ainda precisa ser discutido. “Qualquer
governador de um
Estado importante, que tem buscado fazer uma boa gestão, acaba sendo protagonista e entra no tabuleiro nacional. Eu tenho dito que eu quero fazer parte de um movimento que apresente uma proposta para o Brasil, de um país moderno, de um país que possa dar um salto na sua economia de forma consolidada”, afirma.
Ele, no entanto, ressalta que uma eventual candidatura sua dependeria da decisão de diversos outros atores. “Lógico que isso não depende apenas de mim. Isso tem que ser construído primeiro internamente, dentro do partido, e obviamente com outros atores. Acho que o Brasil tem uma safra de
governadores que tem despertado para a população uma surpresa positiva, no sentido de bons resultados.”
Para ele, o desempenho do PSD no pleito deste ano mostra que o eleitor está cansado da polarização. O PSD foi o partido que mais elegeu
prefeitos em todo o país e estará no comando de 887 municípios a partir de 2025. “Eu penso que é um recado importante para os atores políticos e, acima de tudo, é uma demonstração que a população quer realmente modelos de gestão, que tragam equilíbrio, diálogo e resultado para a sociedade. Eu digo que, independente da questão ideológica, ideologia não coloca comida na mesa de ninguém, o que faz isso são as boas práticas políticas.”
Ratinho Junior afirma ainda que, nos seus dois mandatos como
governador do
Paraná, ele tem buscado trazer “paz política” para o
Estado. “A gente tem buscado fazer um governo de equilíbrio. O mundo está muito estressado. Não é um problema só do Brasil. O que eu tenho buscado fazer aqui no
Paraná é justamente trazer paz política.”
Segundo o
governador, isso se reflete em um bom entendimento institucional entre os Poderes, os
prefeitos, a sociedade civil, o que cria um ambiente onde as pessoas podem tocar sua vida e ter segurança para investir. “Não é um lugar em que a política fica atrapalhando quem quer empreender, crescer, gerar emprego.”
Ratinho Junior também evita fazer críticas a Jair
Bolsonaro (PL), que não fez campanha para Pimentel em Curitiba, mesmo após o PL indicar Paulo Martins para vice da chapa. No primeiro turno, o ex-presidente chegou a gravar um vídeo de apoio à então candidata do PMB, Cristina Graeml, que foi derrotada no domingo. “Eu tenho um bom relacionamento com ele, e uma gratidão grande pelo ex-presidente, porque ele nos ajudou a tirar muitas obras do papel”, afirma.
Para ele, o fato de
Bolsonaro não ter uma boa relação com o atual
prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), pode ter sido um “complicador” do apoio dele à candidatura de Pimentel. “Mas eu acho que essa discussão nacional, no campo municipal, fica em segundo plano. As pessoas até ficam nessa discussão na internet, mas na hora de ir para a urna, elas estão pensando na merenda do filho. Se pegar o histórico da candidata que perdeu para o Pimentel, ela ficou nesse campo da discussão nacional e ele em cima de propostas”, explica.
Siga nosso canal e receba as notícias mais importantes do dia!
>> Link Original