WALTER PEREIRA, TRIBUNA DO INTERIOR
Os produtores rurais com animais de qualquer espécie precisam fazer o procedimento de atualização do cadastro do rebanho na
Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) até o dia 30 de junho. O cadastramento é obrigatório e pode ser feito de forma online ou presencial. Veja as opções abaixo. Quem não cumprir com a medida fica impedido de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA). Com a
campanha na reta final (entrou para a última semana), até o momento, a média de atualização das propriedades rurais na região da Comcam é de 67,6%, conforme último relatório atualizado divulgado pela
Adapar. Ou seja, de um total de 8.528 explorações pecuárias, 5.766 fizeram a comprovação, restando ainda outras 2.762.
Na região de Campo Mourão, apenas Ubiratã fez a atualização e comprovação de 100% de seu rebanho. Por lá, os proprietários de todas as 331 explorações fizeram o ‘dever de casa’. Em Campo Mourão, o índice de atualização atingiu 69,55%. Os municípios com os maiores índices de comprovação são: Luiziana (86,19%), Araruna (82,95%), Quarto Centenário (80,82%) e Rancho Alegre D’Oeste (77,42%). A cidade de Engenheiro Beltrão é a que tem a menor comprovação: 40,59%. Veja abaixo os números por município.
Os objetivos da atualização, que é obrigatória, são manter a saúde dos animais de produção, proporcionar a rastreabilidade dos rebanhos e contribuir com a defesa agropecuária paranaense. O processo é obrigatório para todos os produtores que possuam animais de produção em sua propriedade, sejam animais para comercialização ou subsistência.
O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, que cumpriu agenda com prefeitos na sede da Comcam, em Campo Mourão, recentemente, aproveitou passagem pelo município e fez um apelo aos produtores rurais para que façam a atualização de seus rebanhos em suas propriedades.
“A atualização dos rebanhos é de fundamental importância. O
Paraná hoje está conseguindo acessar centenas de mercados”, frisou. O secretário ressaltou que ‘é muito importante’ que o
Paraná tenha o controle dos seus rebanhos porque a defesa agropecuária do Estado está baseada na rastreabilidade dos animais. “Então, é de fundamental importância para o futuro do negócio do produtor que ele faça este cadastramento, que garante ao
Paraná o acesso a novos mercados”, falou.
Como já citado acima, o produtor que não cumprir a exigência ficará impedido de obter a GTA, documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos. A GTA somente será emitida após a atualização de todas as espécies animais existentes na propriedade, como bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda.
“O cuidado com a sanidade dos animais precisa ser permanente. E vamos conseguir isso se soubermos onde está e como se movimenta o nosso rebanho, possibilitando ação rápida, eficiente e eficaz”, ressaltou Nunes na ocasião. “Por isso, o nosso apelo mais uma vez para que todos cumpram com o dever de atualizar seu rebanho para não colocarmos um risco desnecessário a nós, a nossos vizinhos e à economia do estado”, alertou.
AtualizaçãoOs produtores podem fazer a atualização:
Pelo aplicativo
Paraná Agro
Pelo site da
Adapar
Presencialmente em uma das Unidades Locais da
Adapar (https://www.adapar.pr.gov.br), Sindicatos Rurais ou Escritório de Atendimento de seu município (prefeituras).
A partir de 30 de junho, o produtor que não atualizar o rebanho estará sujeito a penalidades previstas na legislação, inclusive multas.
Livre de aftosaO
Paraná foi reconhecido internacionalmente como Área Livre de Febre Aftosa sem
vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 27 de maio de 2021. Como compromisso do Estado, há a necessidade de se fazer o cadastro de todos os animais uma vez por ano, durante os meses de maio e junho.
A Campanha de Atualização de Rebanhos tem, entre seus principais objetivos, a manutenção do status sanitário do
Paraná, especialmente neste momento em que, pela primeira vez, todo o território nacional foi reconhecido como livre de febre aftosa sem
vacinação.
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