Servidora de RH é afastada suspeita de lucrar R$ 19 mil forjando aumento de horas no próprio ponto em fundação de Ponta Grossa

Polícia afirma que concursada fraudou o próprio controle de jornada ao longo de dois anos e meio e esquema foi descoberto pela própria prefeitura. g1 tenta identificar defesa dela.

G1 - PARANÁ (PR) | NOTÍCIAS | 26/06/2025
POR MILLENA SARTORI, G1 PR — PONTA GROSSA
Uma servidora concursada da Prefeitura de Ponta Grossa (PR) foi afastada do cargo após o Município descobrir que ela estava forjando aumento de jornada no próprio ponto para ganhar adicionais no salário.
Segundo o delegado responsável pelo caso, ela lucrou mais de R$ 19,1 mil simulando, no sistema, que estava fazendo horas extras e ficando de sobreaviso, e ainda excluindo as marcações de entrada e saída do intervalo de almoço.
A mulher tem 36 anos e atuava no Departamento de Recursos Humanos (RH) da Fundação Municipal de Saúde.
Uma servidora concursada da Prefeitura de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, foi afastada do cargo após o Município descobrir que ela estava forjando aumento de jornada no próprio ponto para ganhar adicionais no salário. As informações são do delegado Derick Moura Jorge, responsável pelo caso.
Segundo ele, ela lucrou mais de R$ 19,1 mil dos cofres públicos simulando, no sistema, que estava fazendo horas extras e ficando de sobreaviso, e ainda excluindo as marcações de entrada e saída do intervalo de almoço, para gerar o pagamento de horas intrajornada indevidas. Veja detalhes mais abaixo.
A mulher tem 36 anos. Ela foi admitida em 2013, como Técnica Administrativa, e desde 2022 atuava no Departamento de Recursos Humanos (RH) da Fundação Municipal de Saúde. De acordo com o delegado, ela cometeu as fraudes entre outubro de 2022 e abril de 2025.
O esquema foi descoberto pela própria prefeitura, que afirma que, após abrir um processo de sindicância administrativa e constatar as irregularidades, registrou boletim de ocorrência (B.O.) junto à Polícia Civil.
Paralelamente, a Fundação de Saúde afastou a servidora das funções que envolviam acesso a sistemas informatizados, e a realocou em atividades administrativas sem vínculo com controle de jornada ou gestão de pessoal.
O nome da servidora não foi revelado e o g1 tenta identificar a defesa dela.
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O delegado Derick Moura Jorge divulgou na noite de quarta-feira (25) que finalizou as investigações e indicou a mulher por três crimes previstos no Código Penal:
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que agora avalia se formaliza, ou não, denúncia criminal contra a suspeita.
O delegado informou que também foi feito sequestro e bloqueio de valores em contas bancárias e aplicações financeiras da investigada até o montante do prejuízo, e ainda foi feita uma restrição de venda de veículos e indisponibilidade de bens imóveis em nome da investigada.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher alterava o registro do próprio ponto no sistema de controle de jornada dos servidores municipais, sem autorização.
A corporação afirma que a servidora utilizava a própria matrícula funcional - e, por isso, as fraudes foram documentadas pelos logs automáticos do sistema, que registram o usuário, data, horário e natureza de cada modificação.
O delegado afirma que as alterações era feitas da seguinte forma:
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