POR RAPHAEL COSTA, MILLENA SARTORI, G1 PR E RPC PONTA GROSSA
Alysson Berenguel Martins, servidor da
Sanepar preso suspeito de desviar R$ 215 mil da empresa, obteve o dinheiro através de pedidos de reembolsos indevidos, segundo as investigações.
Polícia diz que ele registrava os pedidos no sistema usando os logins e senhas de colegas que não estavam trabalhando por motivos legais, como férias ou licenças, por exemplo, com o intuito de encobrir as próprias ações.
Nos pedidos, ele direcionava as transferências para a própria conta bancária, conforme mostram comprovantes adicionados ao inquérito.
Alysson Berenguel Martins, servidor concursado da
Companhia de Saneamento do Paraná (
Sanepar) preso suspeito de desviar R$ 215.430,92 da empresa, obteve o dinheiro através de pedidos de reembolsos indevidos, segundo o delegado Derick Moura Jorge, responsável pelo caso.
Segundo ele, o homem de 35 anos registrava os pedidos no sistema usando os logins e senhas de colegas que não estavam trabalhando por motivos legais, como férias ou licenças, por exemplo, com o intuito de encobrir as próprias ações.
Nos pedidos, ele direcionava as transferências para a própria conta bancária, conforme mostram comprovantes adicionados ao inquérito. Veja dois abaixo.
Alysson trabalhava como atendente da
Sanepar em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do
Paraná, e está detido desde o dia 18 de junho.
Na época, a defesa dele disse que ia se manifestar apenas no processo. Posteriormente, o suspeito trocou de advogado, e o g1 entrou em contato com a nova defesa e aguarda resposta.
De acordo com as investigações, Alysson tinha acesso privilegiado ao sistema informatizado da
Sanepar e conseguia acessar os logins e senhas de colegas. O delegado explica que, após utilizar as credenciais alheias para executar as operações fraudulentas, ele bloqueava novamente as senhas para ocultar os crimes.
Ao cruzar dados, a polícia ainda descobriu que as transferências aconteciam quando Alysson faltava ao trabalho, e que, para justificar ausências, ele desenvolveu um esquema secundário de falsificação de atestados médicos.
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Quem fez a denúncia à
Polícia Civil foi a própria
Sanepar, que identificou os desvios após realizar uma sindicância interna.
A companhia afirma que quando descobriu a má conduta do empregado, o afastou das atividades e retirou todo o acesso dele aos sistemas informatizados da empresa.
Em nota, a
Sanepar também disse que "segue contribuindo com as investigações e apoia todas as medidas para eliminar qualquer conduta ou prática que esteja em desacordo com a lei, a ética e a integridade".
"A
Sanepar reitera que esta ocorrência não representa a conduta dos 6 mil empregados da Companhia, que trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana, para levar água tratada e esgotamento sanitário para quase 12 milhões de paranaenses", destaca.
A empresa ainda reforça que, desde 2020, disponibiliza um canal de denúncias administrado por uma empresa terceirizada, para garantir a imparcialidade no trato das informações. Denúncias com relação a condutas inadequadas dos empregados e de fornecedores podem ser feitas pelos seguintes canais:
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