JOSÉ MARCOS LOPES
A
Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou por homicídio culposo, sem intenção de matar, o casal responsável pela creche irregular no bairro Tatuquara, em Curitiba, onde morreu um bebê de quatro meses no dia 19 de maio. O inquérito policial concluiu que Maria Eliza Naindorf Peralta e o marido, Aílson Peralta Centurião, que não têm histórico criminal, agiu com imprudência por aceitar um número excessivo de crianças, e com negligência, pois não teria dado a supervisão adequada ao bebê.
Segundo o delegado Fábio Oliveira, a creche atuava de forma clandestina há cerca de 12 anos e no dia da morte estava lotada. “No dia dos fatos, devido ao fechamento de creches e escolas públicas da região para reuniões de professores, o local permaneceu com um número excepcional de crianças, aproximadamente 20, de diversas idades”, afirmou Oliveira.
De acordo com a
Polícia Civil, as investigações mostraram que a criança foi deixada para dormir por volta das 10 horas, após ser alimentada. A responsável pela creche voltou cerca de dez ou 15 minutos depois e encontrou o bebê com as feições arroxeadas e sem sinais vitais. Acionado, o socorro médico ainda tentou a reanimação por cerca de 50 minutos.
Nesta semana, a defesa do casal divulgou o prontuário médico da criança, que apontou problemas respiratórios. Segundo o advogado Junior Ribeiro, o prontuário revela que nas semanas anteriores ao falecimento Gael foi atendido diversas vezes com sintomas respiratórios e outros problemas como febre, tosse e otite. “O prontuário médico confirma que o bebê apresentava um quadro de saúde instável e vinha em tratamento recente. Isso reforça a tese de que a morte decorre de uma fatalidade, e não de negligência dos cuidadores”, disse o advogado.
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