POR G1 PR
Cinco pássaros das espécies azulão, sabiá-una, pássaro-preto e trinca-ferro foram soltos no Parque Municipal São Francisco de Assis, em Curitiba.
As aves passaram por reabilitação no Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS).
Outros 41 animais – entre répteis, aracnídeos e aves – resgatados na operação estão com o
Instituto Água e Terra (IAT), finalizando avaliações clínicas e exames laboratoriais.
Começaram a ser devolvidos à natureza parte dos animais silvestres que foram resgatados durante uma megaoperação contra um grupo de tráfico internacional de animais. Na quarta-feira (25), cinco pássaros das espécies azulão, sabiá-una, pássaro-preto e trinca-ferro foram soltos no Parque Municipal São Francisco de Assis, em Curitiba. Veja imagens acima.
As aves passaram por reabilitação no Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS). Outros 41 animais – entre répteis, aracnídeos e aves – resgatados na operação estão com o
Instituto Água e Terra (IAT), finalizando avaliações clínicas e exames laboratoriais para, então, também poder retornar à natureza, desde que sejam de espécies nativas.
Segundo o IAT, exemplares de espécies exóticas ou que não tenham mais condições de sobreviver no habitat natural serão destinados a estabelecimentos credenciados pelo órgão ambiental, como criadouros, zoológicos e mantenedores.
Para a bióloga do Instituto, Jéssica Jasinski, a soltura dos pássaros trouxe um sentimento de alegria, vitória e paz.
"São todas espécies nativas. E isso para a biodiversidade e conservação da espécie é o essencial. Eles estão aptos pra voo, ainda têm comportamentos selvagens e se alimentam sozinhos", explicou a bióloga.
Guilherme Dias, que é delegado de Proteção ao Meio Ambiente da
Polícia Civil do Paraná (PC-PR) também avaliou o momento como muito especial.
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No dia 17 de junho, a
Polícia Civil cumpriu 38 mandados de busca e apreensão em municípios do
Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina em endereços ligados a suspeitos de participar do grupo criminoso que traficava animais. Os policiais estiveram em residências, clínicas veterinárias e cativeiros.
A polícia também identificou que o grupo traficava onças, macacos e outros animais silvestres e exóticos. Foram 16 pessoas presas, incluindo um médico veterinário. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
Os suspeitos são investigados por tráfico de animais, maus-tratos a animais, falsificação de documentos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem chegar a 25 anos de prisão.
Segundo a polícia, a ação teve como objetivo desmantelar um dos maiores grupos de tráfico de animais do Brasil, com foco nos distribuidores nacionais sediados em São Paulo e nos distribuidores regionais nos demais estados onde a operação ocorreu.
A ação foi resultado de dois anos de investigações, que revelaram um esquema envolvendo mais de 20 mil membros em grupos clandestinos em aplicativos de mensagens e redes sociais, nos quais agentes da polícia se infiltraram.
Se antes os animais eram expostos em feiras, atualmente é no comércio online que são oferecidos, tanto em grupos fechados de aplicativos de mensagens quanto em redes sociais.
Segundo a polícia, na internet os criminosos conseguem esconder identidades, reduzir a perda de animais em cativeiro e ampliar o alcance das vendas.
A investigação também apontou que foram criadas redes de parceria entre traficantes especializados em determinadas espécies. Um deles poderia vender araras e tucanos, enquanto outro fornecia primatas, por exemplo.
A entrega dos animais ocorre de diversas formas, como aplicativos de transporte a ônibus e caminhões, conforme a investigação.
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